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Por Sruthi Gottipati

NOVA DÉLHI (Reuters) - O novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, enfrenta críticas por permanecer silencioso sobre incidentes considerados anti-muçulmanos na semana passada, destacando temores de que seus seguidores nacionalistas hindus transtornem as relações religiosas na nação de diversas fés.

O Partido Janata Bharatiya, ao qual pertence Modi, chegou ao poder em maio após campanha eleitoral que se concentrou em promessas de reviver a economia, mas que também fez referência à identidade hindu, maioria na Índia.

Vídeos emergiram nesta semana de um parlamentar hindu radical tentando forçar comida na boca de um garçom muçulmano. Separadamente, um político do BJP questionou a identidade nacional de uma estrela do tênis indiano muçulmano, enquanto um aliado do primeiro-ministro disse que a Índia pode se tornar uma nação hindu sob Modi.

Diversos comentaristas disseram que a ausência de um posicionamento de Modi sobre os incidentes ameaça encorajar comportamento agressivo por elementos periféricos de seu partido e organizações relacionadas.

"O primeiro-ministro precisa colocar-se rapidamente contra declarações como essas para assegurar as minorias de que suas apreensões sobre as intenções de seu governo não estão corretas... Silêncio da parte dele apenas encorajará esses elementos", disse o The Times of India em editorial.

A Índia tem um histórico negro de violência religiosa, especialmente entre a maioria hindu e muçulmanos, que respondem por mais de 150 milhões de pessoas, tornando a Índia o terceiro país muçulmano mais populoso.

Reuters