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Por Caren Bohan e Linda Sieg
TÓQUIO (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou na sexta-feira a Tóquio para uma cúpula em que os dois aliados buscarão resolver atritos nas questões de segurança, enquanto se adaptam ao fato de que a China deve superar o Japão como segunda maior economia do mundo.
Essa é a primeira escala de Obama em sua viagem de nove dias pela Ásia, que incluirá também Cingapura, China e Coreia do Sul.
As relações dos EUA com o novo governo japonês, chefiado por Yukio Hatoyama, foram abaladas por causa da intenção do premiê de buscar uma postura diplomática mais independente, o que de imediato se refletiu em uma polêmica sobre a localização de uma base militar norte-americana na ilha de Okinawa.
"Quero fazer desta uma cúpula que demonstre a importância das relações Japão-EUA num contexto global", disse Hatoyama a jornalistas na manhã de sexta-feira, antes da chegada de Obama.
O premiê tem declarado que deseja iniciar uma revisão da aliança, a fim de ampliar as relações em longo prazo --algo que Obama compartilha, segundo o embaixador dos EUA em Tóquio, John Ross.
"O presidente Obama acredita que agora é hora de reafirmar e expandir a aliança para garantir a continuidade da paz e da segurança na região, e para contribuir com os desafios globais de segurança", escreveu ele num artigo publicado no jornal Japan Times.
A visita de Obama, no entanto, não deve levar a nenhum avanço na questão da transferência da base militar de Futenma, onde estão grande parte dos 47 mil soldados norte-americanos presentes no Japão. Na quinta-feira, porém, Hatoyama disse que espera manifestar a Obama o desejo de resolver a questão rapidamente.
Antes da eleição, Hatoyama manifestou o desejo de que a base saia de Okinawa. Os EUA querem apenas transferi-la para uma parte menos populosa da ilha.
Em seu encontro, Obama e Hatoyama devem concordar a respeito de uma ampla revisão, ao longo de 2010, sobre os laços de segurança formalizados em 1960.
"Prevejo que ambos os líderes irão focar em 2010, no ano que vem, e no 50o aniversário do Tratado EUA-Japão de Cooperação Mútua e Segurança", disse uma fonte oficial dos EUA a jornalistas.
"Certamente, o presidente Obama acredita que seja uma oportunidade de atualizar e adaptar a aliança para enfrentar alguns dos novos desafios que mencionei, particularmente do tipo global e transnacional", disse essa fonte, pedindo anonimato.
(Reportagem adicional de Yoko Kubota)

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