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Por Caren Bohan
XANGAI (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na segunda-feira que a Al Qaeda continua sendo a maior ameaça ao seu país, enquanto assessores reforçaram a pressão sobre o Paquistão e o Afeganistão para cooperarem com a estratégia norte-americana nessa região da Ásia.
Obama, atualmente em visita ao Oriente, se prepara para tomar uma decisão a respeito do envio ou não de até 40 mil soldados adicionais para a guerra do Afeganistão, iniciada há oito anos.
Ele enfrenta críticas domésticas sobre a "hesitação" na estratégia afegã, e está sob pressão para apressar a decisão.
"Continuo acreditando que a maior ameaça à segurança dos Estados Unidos são as redes terroristas como a Al Qaeda", disse Obama num encontro com estudantes em Xangai. "Elas agora atravessaram a fronteira do Afeganistão e estão no Paquistão, mas continuam tendo redes com outras organizações extremistas naquela região, e acredito mesmo que seja importante para nós estabilizarmos o Afeganistão."
O jornal The New York Times noticiou na segunda-feira que um assessor de Obama entregou pessoalmente ao presidente do Paquistão uma carta pedindo mais colaboração com os EUA.
Nessa carta, Obama oferece mais incentivos ao Paquistão, inclusive em questões militares e de inteligência, segundo o Times.
O gabinete do assessor de Segurança Nacional de Obama, James Jones, confirmou que ele foi na semana passada ao Paquistão, onde se reuniu com autoridades. Jones não entrou em detalhes sobre os encontros nem confirmou a entrega da carta.
Em entrevista à ABC News, a secretária de Estado Hillary Clinton também exerceu pressão sobre o Afeganistão, de cujo governo cobrou mais empenho contra a corrupção e a criação de um tribunal para crimes de guerra.
"Faremos o que pudermos para criar uma atmosfera em que o sangue e o tesouro (dinheiro) que os Estados Unidos comprometeram no Afeganistão possam se justificar, e que possamos produzir o tipo de resultado procurado", afirmou ela.
"Agora, acreditamos que o presidente (Hamid) Karzai e seu governo possam fazer mais. Passamos esse recado."

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Reuters