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Por Mark Felsenthal e Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado que os ataques aéreos de seu país destruíram armas e equipamentos que os insurgentes do Estado Islâmico poderiam ter usado para atacar Arbil, a capital curda iraquiana, mas alertou os norte-americanos que pode levar algum tempo para acabar com a crise.

"Não acho que iremos resolver este problema em semanas. Vai levar algum tempo", afirmou Obama antes de partir para duas semanas de férias em Massachusetts.

Obama disse que os EUA continuarão a fornecer assistência militar e aconselhamento ao governo de Bagdá e às forças curdas, mas ressaltou reiteradamente a importância de o Iraque formar seu próprio governo inclusivo "já".

"Acho que isso é um chamado de despertar para que muitos iraquianos em Bagdá reconheçam que teremos que repensar como fazer as coisas se for para manter o país unido", declarou.

Desde a inconclusiva eleição geral de abril, Bagdá está mergulhado em um impasse político que minou os esforços de combate aos insurgentes. O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, vendo sofrendo uma pressão crescente para desistir de concorrer a um terceiro mandato, mas mostrou pouca disposição de entregar o cargo.

Na quinta-feira, Obama autorizou os militares norte-americanos a usarem aviões para entregar assistência humanitária e evitar o que chamou de "genocídio" em potencial da seita religiosa Yazidi no Iraque e a realizar ataques específicos a militantes do Estado Islâmico que vêm conquistando territórios no norte iraquiano, uma operação limitada para proteger norte-americanos que trabalham no país.

Foi a primeira ação militar direta dos EUA desde que Obama retirou as tropas de combate em 2011, e despertou temores de que Washington esteja se envolvendo em uma empreitada sem fim à vista no Iraque pouco tempo depois da custosa e sangrenta guerra iniciada em 2003.

Obama disse terem ocorrido duas entregas bem sucedidas de alimentos e água e descreveu os próximos passos, entre eles uma iniciativa mais complicada para criar um corredor para os Yazidis saírem da montanha árida onde se refugiaram dos combatentes sunitas.

"Aeronaves norte-americanas estão posicionadas para atacar os terroristas (do Estado Islâmico) em torno da montanha e ajudar as forças iraquianas a romper o cerco e resgatar os que estão aprisionados ali", afirmou.

Obama enfatizou não haver planos de enviar tropas terrestres, novamente destacando a necessidade de um governo unificado em Bagdá.

"O cronograma mais importante para mim no momento é a formação e a conclusão do governo do Iraque".

"Deveríamos ter aprendido uma lição com nossa longa e imensamente custosa incursão no país", declarou o presidente democrata.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729)) REUTERS CMO

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