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Por Ross Colvin e Jeff Mason
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará na próxima terça-feira um pronunciamento no qual apresentará uma estratégia para retirar as tropas norte-americanas do Afeganistão dentro de oito a nove anos, disse a Casa Branca na quarta-feira.
O porta-voz Robert Gibbs afirmou que o presidente usará o pronunciamento em horário nobre para salientar o "enorme custo" da guerra, iniciada há oito anos, para explicar o por quê de o Exército dos EUA continuar no Afeganistão e para pressionar o presidente afegão, Hamid Karzai, a melhorar as instituições de governo.
"Estamos no nono ano dos nossos esforços no Afeganistão. O povo norte-americano vai querer saber por que estamos lá, vai querer saber quais são os nossos interesses", disse Gibbs.
Obama discute há três meses uma revisão da estratégia para a guerra no Afeganistão, onde a violência está no pior nível desde que os EUA invadiram o país para derrubar o regime islâmico do Taliban, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Nova York e Washington.
A oposição republicana critica a demora de Obama em definir a nova estratégia, enquanto a Casa Branca alega que o governo Bush negligenciou o Afeganistão e permitiu que a segurança no país se deteriorasse.
O discurso de Obama na Academia Militar de West Point, no Estado de Nova York, marca o fim de um longo processo de deliberações marcado por vários vazamentos de opiniões que ele estaria cogitando.
Irritado, Obama ameaçou demitir responsáveis por esses vazamentos, que segundo alguns analistas serviam para determinados grupos tentarem influenciar o presidente a seguir suas posições.
Sob anonimato, autoridades esperam que Obama anuncie o envio de cerca de 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão, onde há atualmente 110 mil militares estrangeiros, sendo 68 mil norte-americanos. O comandante das forças dos EUA no Afeganistão, general Stanley McChrystal, pediu o envio de 40 mil tropas adicionais.
Gibbs disse que Obama enfatizará que o envolvimento dos EUA no Afeganistão não é por prazo ilimitado, mas não disse se o presidente apresentará algum cronograma para a desocupação.
Mas acrescentou: "Estamos no nono ano dos nossos esforços no Afeganistão. Não vamos ficar lá por mais oito ou nove anos. Nosso tempo lá será limitado, e é importante que as pessoas entendam isso".

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Reuters