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Por Peter Graff
CABUL (Reuters) - O presidente dos EUA, Barack Obama, pretende encerrar a guerra no Afeganistão antes de deixar o governo, disse ele nesta quarta-feira, na véspera de uma cerimônia de posse que autoridades ocidentais esperam que consiga salvar a reputação prejudicada do presidente Hamid Karzai.
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, chegou a Cabul para assistir à posse do presidente afegão reeleito. É sua primeira visita ao país como secretária de Estado e a visita mais sênior de um membro da administração Obama, que vem mantendo uma postura de distanciamento de Karzai.
Hillary, o presidente paquistanês Asif Ali Zardari, o secretário do Exterior britânico, David Miliband, e seu colega francês Bernard Kouchner estarão entre 300 dignitários estrangeiros que assistirão à cerimônia no palácio presidencial de Cabul.
Em entrevista à CNN, Obama disse que vai anunciar em breve os resultados de uma longamente aguardada revisão da estratégia para o Afeganistão, que vai incluir uma estratégia para a saída das tropas norte-americana do país, visando evitar "uma ocupação que dure muitos anos e que não atenderá aos interesses dos Estados Unidos."
"O povo americano terá informações muito claras sobre o que estamos fazendo, como teremos êxito, quanto esta coisa vai custar, que tipo de ônus isso coloca sobre nossos jovens de uniforme e, o mais importante, como esta coisa vai terminar", disse ele.
"Minha preferência seria não deixar nada para ser resolvido pelo próximo presidente. Uma das coisas que eu gostaria é que o próximo presidente possa chegar e dizer que tem uma página limpa com a qual começar."
Após oito anos de guerra, a insurgência do Taliban está em seu momento mais mortífero, a força ocidental que protege Karzai está em seu maior tamanho, e a reputação do líder afegão está em seu nível mais baixo, destruída pela fraude eleitoral, a corrupção e seu governo fraco.
Para a cerimônia de posse presidencial em Cabul, a segurança será extrema, com ruas fechadas na capital. O governo decretou feriado na quinta-feira e ordenou à população que não saia às ruas. Jornalistas não terão acesso à própria cerimônia de posse.
O elemento central da cerimônia será o discurso de posse de Karzai. Autoridades ocidentais esperam ouvir um programa específico para combater a corrupção, melhorar o desempenho e limitar a influência dos chamados senhores de guerra (chefes militares locais).
"Gostaríamos de ouvir alguma espécie de plano. Queremos que uma direção clara seja apresentada," disse um diplomata europeu.

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Reuters