Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Por Caren Bohan e Patricia Zengerle
SEUL (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse estar disposto a ajudar a Coreia do Norte a recuperar sua economia e sair do isolamento internacional se Pyongyang deixar de fazer ameaças e abrir mão de suas armas nucleares.
Falando a jornalistas ao final de uma semana de viagem pela Ásia, Obama disse que ele e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, concordaram que o Norte precisa parar com sua prática de fazer provocações para em seguida exigir mais concessões, mas sem nunca resolver o problema central.
Lee e Obama também prometeram se empenhar na aprovação, em seus respectivos Parlamentos, de um acordo de livre-comércio firmado há mais de dois anos. Lee se disse disposto a discutir a abertura do mercado automobilístico, principal ponto que entrava a ratificação.
"Nossa mensagem está clara. Se a Coreia do Norte estiver preparada para dar passos concretos e irreversíveis no sentido de cumprir suas obrigações e eliminar seu programa de armas nucleares, os Estados Unidos irão apoiar a assistência econômica e ajudar a promover sua plena integração na comunidade de nações". disse Obama.
A reunião na Coreia do Sul foi a menos problemática de Obama na sua viagem à Ásia, já que com o Japão há discordâncias sobre a futura localização de uma base militar norte-americana, e na China existem divergências a respeito de políticas cambiais, comércio e a situação do Tibete.
Obama e Lee têm tentado pressionar a miserável Coreia do Norte com sanções econômicas e com promessas de incentivo em troca do fim do programa nuclear.
"O que eu quero enfatizar é que o presidente Lee e eu concordarmos que desejamos romper o padrão que existiu no passado, em que a Coreia do Norte se comporta de modo provocativo e em seguida está disposta a voltar a conversar (...), e então isso leva à busca de novas concessões", disse Obama.
Ele confirmou que pretende enviar em 8 de dezembro seu primeiro representante especial a Pyongyang, Stephen Bosworth, para pressionar o regime comunista a retomar o processo multilateral de negociações, paralisado há quase um ano.
Analistas dizem que Obama não teria tomado essa decisão se não tivesse certeza de que Pyongyang voltará ao diálogo.

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

Reuters