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Presidente dos EUA, Barack Obama, acena ao deixar a Casa Branca em direção a Chicago 10/01/2017. REUTERS/Carlos Barria

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Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará seu discurso de despedida à nação nesta terça-feira (madrugada de quarta em Brasília) em um esforço para mostrar seu legado, encorajar simpatizantes desmotivados e instigar o governo do presidente eleito, Donald Trump, a manter algumas das marcas de sua administração.

Obama fará o discurso às 20h (horário local, 0h de quarta em Brasília) em Chicago, onde ele deu a largada a sua carreira política e constituiu família. A primeira-dama Michelle Obama, o vice-presidente Joe Biden e sua mulher Jill Biden acompanharão o discurso no principal centro de convenções da cidade.

O democrata, que deixará o governo no dia 20 de janeiro após oito anos no poder, disse que pretende refletir sobre as conquistas de sua gestão, além de olhar para o futuro.

O futuro de Obama e das marcas de seu governo foram abaladas pelas eleições presidenciais de 8 de novembro, quando Trump foi eleito. O republicano ameaçou desfazer algumas ações de Obama em questões como reforma do sistema de saúde e a mudança climática.

Obama tem instado Trump a rever seu objetivo de acabar com o sistema de saúde Obamacare, ao mesmo tempo que mobilizou os democratas a defenderem o programa na administração Trump e diante de um Congresso comandado pelos republicanos.

Durante a campanha presidencial, Trump prometeu desmantelar o Obamacare, proibir temporariamente a entrada de muçulmanos nos EUA e construir um muro na fronteira com o México. Obama é contra todas essas políticas.

Obama planeja continuar morando em Washington pelos próximos dois anos, enquanto sua filha caçula, Sasha, termina o ensino colegial. Ele indicou que pretende dar a Trump o mesmo espaço que seu antecessor, o republicano George W. Bush, lhe deu após deixar o governo.

Isso pode se tornar difícil se Trump manter seus planos de revogar a maioria das marcas do governo Obama. Os democratas, que estão sem um líder nacional após a saída de Obama do governo e da derrota de Hillary Clinton na eleição, estão ansiosos manter o presidente de alguma forma envolvido.

Em seu discurso, Obama deve encorajar seus simpatizantes a continuar lutando por questões que ele defendeu nas campanhas de 2008 e 2012 como o meio ambiente, direitos dos gays e igualdade econômica.

Reuters