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Líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, em mesquita de Mosul, em imagem publicada na internet em 5 de julho de 2014 REUTERS/Rede social via Reuters TV

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CAIRO/BEIRUTE (Reuters) - O Observatório Sírio para Direitos Humanos disse à Reuters nesta terça-feira que "confirmou a informação" de que o líder máximo do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, foi morto.

O Ministério de Defesa da Rússia disse em junho que poderia ter matado Baghdadi quando um de seus ataques aéreos atingiu um encontro de comandantes do Estado Islâmico nas redondezas da cidade síria de Raqqa, mas os Estados Unidos disseram não poder corroborar a morte e autoridades do Iraque se mostraram céticas quanto à informação.

A Reuters não pôde verificar a morte de Baghdadi de maneira independente.

"Confirmamos informações de líderes, incluindo um da primeira hierarquia, do Estado Islâmico na zona rural no leste de Deir al-Zor", disse o diretor do grupo de monitoramento da guerra sediado no Reino Unido, Rami Abdulrahman, à Reuters.

A morte de Baghdadi já foi anunciada muitas vezes anteriormente, mas o Observatório tem um histórico de relatos confiáveis sobre a guerra civil na Síria.

Abdulrahman disse que fontes do Observatório na cidade síria de Deir al-Zor foram informadas por fontes do Estado Islâmico sobre a morte de Baghdadi, "mas eles não especificaram quando".

Autoridades iraquianas e curdas não confirmaram a morte. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse não ter nenhuma informação imediata para corroborar a morte de Baghdadi.

Sites afiliados ao Estado Islâmico e contas de redes sociais não publicaram nenhuma notícia sobre a possível morte do líder.

A morte de Baghdadi, que declarou um califado em discurso proferido em uma mesquita na cidade iraquiana de Mosul em 2014, seria um dos maiores golpes já sofridos pelo grupo jihadista, que está tentando defender seu território cada vez menor na Síria e no Iraque.

(Reportagem de Lisa Barrington, no Cairo, e Ellen Francis, em Beirute; Reportagem adicional de Omar Fahmy, no Cairo, e Phillip Stewart, em Washington)

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Reuters