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Logo da Odebrecht visto em obra na capital do Panamá. 28/12/2016 REUTERS/Eduardo Grimaldo

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CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - A empreiteira brasileira Odebrecht, investigada por pagamentos de centenas de milhões em propinas em vários países na América Latina, se retirou de uma licitação para a construção de uma ponte sobre o Canal do Panamá, informou na segunda-feira o presidente do país da América Central.

Na semana passada, procuradores do Panamá disseram ter acusado 17 pessoas, incluindo diversos empresários e ex-autoridades do governo, por lavagem de dinheiro em um caso de corrupção contra a Odebrecht. Procuradores ainda não divulgaram os nomes das pessoas envolvidas.

O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, anunciou em publicação no Twitter a retirada da Odebrecht da licitação. A empresa não respondeu de imediato a pedidos de comentários.

A Odebrecht está no centro de um crescente escândalo de corrupção na América Latina derivado da operação Lava Jato, e assumiu ter distribuído centenas de milhões de dólares em propinas pela região.

A empresa se tornou uma das mais importantes contratadas do governo do ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, e concordou neste mês em pagar 59 milhões de dólares em reparações por propinas pagas no Panamá para ganhar concessões entre 2010 e 2014.

Martinelli, que mora nos Estados Unidos, também está sob investigação por corrupção.

O governo panamenho anunciou no mês passado que iria cancelar um contrato concedido à empreiteira brasileira para construir uma usina hidrelétrica de 1 bilhão de dólares e buscaria excluir a empresa de licitações, como a ponte do Canal do Panamá e uma linha de metrô, enquanto a investigação está ocorrendo.

Atualmente, a Odebrecht está realizando diversos projetos no país avaliados em mais de 3,3 bilhões de dólares, incluindo a expansão do aeroporto da Cidade do Panamá e a construção de outra linha de metrô.

(Reportagem de Elida Moreno)

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Reuters