Reuters internacional

Manifestantes protestam com galinhas em Caracas 3/4/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

(reuters_tickers)

(Reuters) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou nesta segunda-feira em uma sessão extraordinária um acordo de resolução em que exortou o governo da Venezuela a garantir a separação e independência de poderes, entre outros pontos.

Quatro países se abstiveram de votar a favor da resolução, que foi discutida no Conselho Permanente da organização. Os representantes de Venezuela e Bolívia se retiraram da reunião.

Os Estados Unidos fizeram um apelo à delegação da Venezuela para realizar um diálogo construtivo para chegar a uma solução para a crise que vive o país.

A sessão extraordinária da OEA para discutir a crise política da Venezuela foi iniciada depois de ela ter sido suspensa em decisão da Bolívia, que deveria assumir a Presidência do Conselho Permanente do órgão multilateral e que classificou o encontro como ilegal.

A reunião teve início uma vez que Honduras assumiu temporariamente a condução do Conselho Permanente, após protestos de Costa Rica e México contra a suspensão do encontro, convocado após os conflitos na Venezuela por duas sentenças do Tribunal Supremo de Justiça que anularam as funções do Parlamento, controlado pela oposição.

A Bolívia, aliada do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, advertiu através de porta-voz que a convocação da sessão era irregular. “Este conselho é ilegal e o que foi feito é um golpe institucional”, denunciou o representante do governo de Evo Morales na sessão plenária conduzida por vinte membros.

No entanto, a oposição venezuelana tentava nesta segunda-feira manter a pressão sobre Maduro com protestos nas ruas.

Uma centena de opositores marchou por uma rodovia principal até a Defensoria do Povo, no centro da capital, carregando galinhas vivas, que foram deixadas na porta da instituição, acusada de “covarde”.

Os deputados opositores haviam solicitado ao órgão, que junto à Procuradoria e Controladoria compõem o poder cidadão, que condenassem as duas polêmicas sentenças do Tribunal Supremo de Justiça da semana passada.

O tribunal reverteu no sábado parte das sentenças, que também haviam limitado a imunidade dos parlamentares.

(Reportagem de Deisy Buitrago em Caracas)

Reuters

 Reuters internacional