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Por David Fogarty
CINGAPURA (Reuters) - A poucas semanas da decisiva reunião climática da ONU em Copenhague, os países ricos ainda não definiram quantias específicas para ajudar nações pobres a combaterem o aquecimento global, disse na sexta-feira o ministro canadense das Finanças.
Essa verba, destinada a mitigar os efeitos da mudança climática e a estimular os países pobres a reduzirem suas emissões de gases do efeito estufa, será determinante para a definição de um novo tratado climático global, que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.
A ONU propôs um investimento inicial de 10 bilhões de dólares, e líderes da União Europeia dizem que os países em desenvolvimento precisariam de cerca de 150 bilhões de dólares até 2020.
Mas o ministro canadense Jim Flaherty afirmou que ainda não apareceram cifras específicas nas recentes discussões do G20 (bloco de países desenvolvidos e emergentes) nem na atual cúpula da Apec (bloco Ásia-Pacífico), que vai até domingo.
"Na reunião do G20 na Escócia (na semana passada) falamos sobre opções de financiamento, mas não falamos em números," disse ele à Reuters durante o evento da Apec.
No evento do G20, houve poucos avanços sobre o fundo climático, com acalorados debates sobre quem deveria pagar a conta. Os países em desenvolvimento alegam que as nações ricas têm maior responsabilidade no problema, devido ao seu longo histórico de emissões de gases do efeito estufa, e por isso deveriam ajudá-los a se adaptar.
NUVENS EM COPENHAGUE
O presidente da empresa global de auditoria PricewaterhouseCoopers disse não esperar grandes avanços na reunião de Copenhague, em dezembro.
"Acho que irá avançar, mas não busco uma grande solução a esta altura", afirmou Dennis Nally à Reuters.
A ONU espera que os países definam as linhas gerais de um tratado mais amplo e rígido do que o atual Protocolo de Kyoto, em que todos os países tenham de participar da luta contra a mudança climática.
Mas a falta de avanços nas negociações preliminares e as preocupações com a economia global prejudicam a perspectiva de sucesso.
Nally disse que as grandes economias só devem se recuperar num prazo de 18 a 24 meses, e que nesse prazo dificilmente assumirão grandes compromissos com as verbas climáticas.
"Não acho que vocês verão governos se comprometendo para valer até que tenham uma sensação melhor sobre como ficará o quadro econômico... Até lá haverá nuvens pairando sobre tudo isso."

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Reuters