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KINSHASA/DACAR (Reuters) - Pelo menos 70 pessoas morreram no norte da República Democrática do Congo devido a um surto de gastroenterite hemorrágica, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, negando que a doença fosse o Ebola.

Um relatório da OMS datado de quinta-feira e obtido pela Reuters informou que 592 pessoas haviam contraído a doença, das quais 70 morreram. Cinco profissionais de saúde, incluindo um médico, estão entre os mortos.

"Isso não é Ebola", disse um porta-voz da OMS em e-mail à Reuters nesta quinta-feira.

Um padre local, que pediu para não ser identificado, afirmou que a doença afetou várias aldeias e estimou que o número de mortos passava de 100.

O ministro da Saúde do Congo, Felix Kabange Numbi, e uma equipe de especialistas foram enviados na quarta-feira para a região depois de relatos de várias mortes.

O surto começou na província remota do Equateur, onde o primeiro caso de Ebola foi relatado, em 1976, levando a especulações de que era a mesma doença, que já matou mais de 1.350 pessoas em um surto na África Ocidental.

Os sintomas das duas doenças são semelhantes e incluem vômitos, diarreia e hemorragia interna. Mas a taxa de mortalidade deste surto de gastroenterite hemorrágica é muito menor do que o surto de Ebola na África Ocidental: em torno de 12 por cento contra perto de 60 por cento.

(Reportagem de Bienvenu Bakumanya e Emma Farge)

Reuters