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Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, e diretor-geral-assistente, Keiji Fukuda, em Genebra. 08/08/2014 REUTERS/Pierre Albouy

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Por Kate Kelland

LONDRES (Reuters) - A epidemia de Ebola no oeste da África é um "evento extraordinário" e já representa um risco de saúde internacional, declarou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira.

A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) sediada em Genebra afirmou que as possíveis consequências de uma proliferação mundial ainda maior do surto, que já matou quase mil pessoas em quatro países do oeste africano, são “especialmente sérias” dada a virulência do vírus.

“Consideramos uma reação internacional coordenada algo essencial para deter e reverter a proliferação mundial do Ebola”, informou a OMS em um comunicado depois de uma reunião de dois dias de seu comitê de emergência.

A declaração de uma emergência internacional terá como efeito aumentar o nível de vigilância do vírus.

“O surto está se espalhando mais rápido do que conseguimos controlar”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, aos repórteres em uma conversa por telefone.

“A declaração... irá exigir a atenção de líderes de todos os países nos níveis mais altos. Isso não pode ser feito somente pelos ministérios da Saúde.”

A agência disse que, embora todos os países com transmissão do Ebola –-até agora Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa-– devam declarar emergência nacional, não deve haver um veto generalizado a viagens internacionais ou comércio.

O Ebola não tem cura comprovada nem vacina preventiva, por isso o tratamento se concentra no alívio dos sintomas, como febre, vômitos e diarreia, que podem levar a uma profunda desidratação.

Keiji Fukuda, chefe de segurança da saúde da OMS, ressaltou que, com as medidas certas para lidar com as pessoas infectadas, a disseminação do Ebola --que é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais-- pode ser detida.

“Esta não é uma doença misteriosa, é uma doença infecciosa que pode ser contida”, afirmou a repórteres. “Não é um vírus que se espalha pelo ar.”

O surto atual, no qual pelo menos 1.779 pessoas foram contaminadas e 961 morreram até 6 de agosto, é o mais severo nos quase 40 anos desde que o vírus foi identificado em humanos.

A OMS disse que isso ocorre em parte por causa da debilidade dos sistemas de saúde pública dos países afetados e em parte por desconhecimento do assunto.

Depois que uma droga experimental foi administrada a dois funcionários de instituições de caridade norte-americanos na Libéria com bons resultados, especialistas em Ebola exortaram a OMS a oferecer o medicamento aos africanos. A agência pediu a especialistas médicos que explorem esta opção na semana que vem.

(Reportagem adicional de Kevin Liffey)

Reuters