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GENEBRA (Reuters) - Cerca de 40 pessoas morreram após serem vacinadas contra a gripe pandêmica H1N1, mas as investigações até agora mostram que as fatalidades não foram causadas pela vacina, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira.
A agência da ONU reafirmou que a vacina da pandemia é segura e expressou preocupação de que grávidas e outros sob risco estavam a evitando por temer os seus efeitos colaterais.
"Nenhum novo item de segurança foi identificado a partir dos relatórios divulgados até agora....As notícias até o momento reconfirmam que a vacina da gripe pandêmica é tão segura como a vacina da gripe sazonal", disse Marie-Paule Kieny, principal especialista em vacinas da OMS, em uma conferência telefônica.
Os governos relataram que já foram administradas 65 milhões de doses da vacina contra o H1N1, o vírus da popularmente conhecida gripe suína, em 16 países, mas o número real é provavelmente maior, pois as campanhas de vacinação estão ocorrendo em 40 países, afirmou ela.
Efeitos colaterais comuns incluem inchaço, vermelhidão ou dor no lugar da injeção, embora alguns tenham tido febre ou dor de cabeça, e em geral todos os sintomas desaparecem após 48 horas.
Um "pequeno número de mortes" foi registrado, afirmou ela, e uma porta-voz da OMS mais tarde divulgou o número 41 em seis países.
"Embora algumas investigações ainda estejam em andamento, os resultados das investigações finalizadas relatadas à OMS descartaram a possibilidade de a vacina pandêmica ser a causa da morte", afirmou Kieny.
Menos de 12 casos suspeitos da síndrome de Guillain-Barre foram notificados após a vacinação contra a gripe H1N1, disse ela. "Apenas alguns desses Guillain-Barre talvez estejam relacionados à vacina pandêmica...e os pacientes se recuperaram", acrescentou ela.
A rara condição neurológica foi relacionada a uma campanha de vacinação contra a gripe H1N1 em 1976 nos EUA. Embora nenhum caso de síndrome de Guillain-Barre jamais ter sido associado à vacina, a crença de que a vacina era pior que a doença permanece disseminada.
(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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Reuters