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Foto ilustrativa de grávida, em Sete, na França 26/03/2016 REUTERS/Regis Duvignau

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Quase metade dos 56 milhões de abortos realizados no mundo a cada ano são perigosos, e as mulheres de países pobres correm riscos ainda maiores devido aos cortes de fundos para programas de planejamento familiar no exterior, disseram especialistas de saúde nesta quinta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou uma política que exige que ONGs estrangeiras que recebem financiamento norte-americano para planejamento familiar provem que não realizam abortos nem proporcionam aconselhamento para abortos como método de planejamento familiar.

Em todo o mundo, 25 milhões de abortos de risco foram realizados a cada ano entre 2010 e 2014, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Guttmacher. Cerca de 97 por cento destes ocorreram na África, Ásia e América Latina.

"Quase metade dos abortos do mundo são perigosos. E isso é surpreendente, porque o aborto seguro é uma intervenção simples, cientificamente falando", disse a médica Bela Ganatra, do departamento de saúde e pesquisa reprodutiva da OMS.

"Existe uma associação entre leis altamente restritivas e o aborto perigoso", afirmou em uma entrevista coletiva.

Todas as mulheres e meninas precisam ter acesso à educação sexual e à contracepção eficaz para evitar gestações indesejadas e obter serviços de aborto seguros se desejarem, disse Ganatra.

Uruguai, Nepal e Etiópia tornaram o aborto seguro acessível nos últimos anos, acrescentou. A Irlanda planeja realizar um referendo em maio ou junho de 2018 para decidir se ameniza algumas das leis antiaborto mais severas do mundo, disse o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, na terça-feira.

Cerca de 88 por cento dos abortos ocorrem em países em desenvolvimento, muitas vezes carentes de métodos contraceptivos, disse Gilda Sedgh, diretora-cientista do Instituto Guttmacher, falando de Nova York.

Indagada sobre o impacto do decreto de Trump, Sedgh respondeu que a medida impede a assistência de saúde dos EUA para ONGs estrangeiras que fornecem serviços, aconselhamento e encaminhamento de abortos "mesmo que elas usem fundos que não são dos EUA para estas atividades".

"Ainda não temos provas concretas do impacto destas mudanças de políticas e dos cortes orçamentários propostos".

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Reuters