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Manifestante favorável à Irmandade Muçulmana com bandeira com o sinal de Rabaa, na Universidade do Cairo. 14/05/2014 REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

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Por Maggie Fick

CAIRO (Reuters) - As mortes de centenas de manifestantes egípcios em dois acampamentos durante os protestos no ano passado foi sistemática, ordenada por altos oficiais e provavelmente resulta em crimes contra a humanidade, disse a organização de direitos humanos Human Rights Watch, nesta terça-feira, pedindo por uma investigação da ONU. 

Em um relatório de 188 páginas, baseado em uma investigação de um ano inteiro, a ONG com sede em Nova York pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) analise seis incidentes envolvendo mortes, por forças de segurança, dos apoiadores do então presidente islâmico Mohamed Mursi, que foi deposto pelo Exército em 3 de julho de 2013, após vários dias de manifestações contra ele.

O relatório disse que 817 manifestantes foram mortos durante a dispersão do acampamento da Irmandade Muçulmana no Cairo, e comparou a ofensiva ao massacre de manifestantes na Praça da Paz Celestial, na China, em 1989.

“Na Praça Rabaa, forças de segurança do Egito realizaram uma das maiores matanças de manifestantes do mundo em um único dia da história recente”, escreveu o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth, para marcar o lançamento da publicação. 

“Este não foi meramente o caso do uso de força excessivo ou pouco treinamento. Foi uma repressão violenta planejada nos níveis mais altos do governo egípcio. Muitos dos mesmos oficiais ainda estão em poder no Egito e têm muito a prestar contas."

Um representante do governo contatado pela Reuters não quis comentar até que o relatório fosse publicado. Autoridades egípcias, que classificaram a Irmandade como um grupo terrorista, disseram que alguns manifestantes estavam armados e atiraram na polícia e nos soldados. 

Reuters