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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - O Organização das Nações Unidas (ONU) reafirmou nesta sexta-feira que tortura é ilegal e refugiados precisam de proteção, mas evitou fazer quaisquer críticas diretas a comentários feitos pelo novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Importantes grupos de direitos humanos denunciaram a postura de Trump sobre tortura e alertaram contra a possível restauração do programa de detenções secretas da CIA para interrogatórios de suspeitos de terrorismo.

Trump também está revisando gastos, incluindo na ONU, onde os Estados Unidos são os maiores doadores.

"A lei internacional de direitos humanos é clara na proibição absoluta de tortura", disse o porta-voz de direitos humanos da ONU, Rupert Colville, em entrevista coletiva.

Pressionado repetidamente para comentar sobre afirmação de Trump nesta semana de que tortura "funciona", Colville destacou que importantes senadores norte-americanos, incluindo o republicano John McCain, que já foi vítima de tortura, e a democrata Dianne Feinstein, que chefiou um inquérito sobre o programa da CIA durante o governo George W. Bush, são contra.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) também foi efusivo em comentários sobre as ações de Trump para restringir a entrada de refugiados nos EUA.

O presidente norte-americano deve assinar um decreto presidencial que irá incluir um banimento temporário a todos os refugiados e uma suspensão de vistos para cidadãos da Síria e seis outros países do Oriente Médio e África.

"É claro que o Acnur acredita que refugiados devem receber assistência, proteção, oportunidades de reassentamento, independentemente de raça, religião ou etnia", disse a porta-voz do Acnur, Vannina Maestracci.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA suspendeu temporariamente as viagens de funcionários para entrevistas de refugiados fora do país, enquanto espera uma provável reformulação de Trump na política norte-americanso para os refugiados, disseram duas fontes na quinta-feira.

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Reuters