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Confronto entre manifestante e policiais durante protesto contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas 10/07/2017 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu ao governo da Venezuela que deixe as pessoas participarem de um referendo extraoficial sobre a Constituição no domingo e garanta que as forças de segurança não usem força excessiva contra os manifestantes.

Grupos de oposição pediram o plebiscito depois de meses de protestos, dizendo que os venezuelanos deveriam poder se pronunciar a respeito do plano do presidente do país, Nicolás Maduro, de reescrever a Constituição.

"Exortamos as autoridades a respeitarem os desejos daqueles que querem participar desta consulta e a garantirem os direitos de liberdade de expressão, de associação e de assembleia pacífica das pessoas", disse a porta-voz de direitos humanos da ONU, Liz Throssell, durante uma coletiva de imprensa em Genebra nesta sexta-feira.

Centenas de milhares de pessoas têm ido às ruas da Venezuela nos últimos meses pedindo o fim do governo de Maduro, em meio à escassez de alimentos, colapso da moeda e inflação galopante .

Cerca de 100 pessoas já morreram e mais de 1.500 ficaram feridas nas manifestações antigoverno iniciadas em abril.

O escritório de direitos humanos da ONU recebeu relatos de que "alguns membros das forças de segurança venezuelanas vêm usando táticas repressivas, intimidando e instilando o medo para tenta impedir as pessoas de se manifestarem", disse Throssell.

Há relatos de que milhares de manifestantes foram "detidos arbitrariamente", e se acredita que mais de 450 civis foram levados a tribunais militares, disse.

Maduro convocou para 30 de julho a votação de uma Assembleia Constituinte que teria poderes para reescrever a Carta Magna do país e ignorar a atual legislatura, controlada pela oposição.

Seus opositores acusam o líder socialista de incompetência econômica, enquanto Maduro afirma que empresários pró-oposição e os Estados Unidos estão empenhados em uma "guerra econômica" contra ele.

Os pedidos de asilo apresentados por cidadãos venezuelanos "dispararam" -- de 27 mil em 2016 para 52 mil neste ano até o momento, informou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Isso representa "só uma fração" dos necessitados de proteção contra a violência e a escassez de alimentos.

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Reuters