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Por Jonathon Burch e Yara Bayoumy
CABUL (Reuters) - A ONU afirmou nesta quinta-feira que iniciará a retirada de centenas de membros de sua equipe internacional do Afeganistão devido à deterioração da segurança, em um duro golpe para os esforços ocidentais de estabilizar o país asiático.
O porta-voz da Organização das Nações Unidas, Aleem Siddique, afirmou que a entidade deslocará cerca de 600 dos seus cerca de 1.100 funcionários estrangeiros, recolocando alguns em áreas mais seguras dentro do Afeganistão, enquanto o resto será retirado do país.
A decisão, tomada uma semana depois que cinco funcionários da ONU foram mortos por militantes em Cabul, complica a estratégia do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra a insurgência afegã.
Obama deve decidir em algumas semanas se vai aprovar um pedido de seu comandante no Afeganistão para enviar dezenas de milhares de soldados adicionais ao país. A força dos EUA no Afeganistão já dobrou de tamanho nos nove meses do governo de Obama.
A ONU disse que a retirada não vai interromper suas operações no país.
"Estamos fazendo o que podemos para minimizar a interrupção de nosso trabalho durante esse período", disse o enviado especial da ONU ao Afeganistão, Kai Eide, a jornalistas em Cabul.
"Simplesmente estamos fazendo o que temos que fazer depois do trágico evento da semana passada para cuidar de nossos funcionários em um momento difícil, enquanto estamos garantindo que nossas operações no Afeganistão possam continuar."
Ele disse que parte dos funcionários será realocada em Dubai, ainda "dentro da área da missão".
A missão da ONU desempenhou um papel crítico na organização das eleições no país este ano, e suas agências, como a Unicef, dirigem programas educacionais e de saúde, entre outros.
No ataque da semana passada, homens-bomba do Taliban, com explosivos escondidos sob o uniforme de policiais, entraram em uma hospedaria usada por funcionários da ONU, matando cinco estrangeiros e fazendo com que muitas agências estrangeiras no país revisassem sua segurança.
(Reportagem adicional de Yara Bayoumy)

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Reuters