Por Corina Pons e Angus Berwick

CARACAS (Reuters) - O Congresso da Venezuela, controlado pela oposição, nomeou novas diretorias temporárias para a petroleira estatal PDVSA nesta quarta-feira, em um esforço para retirar as receitas de petróleo do país membro da Opep das mãos do presidente Nicolás Maduro.

Embora muitos países do Ocidente tenham reconhecido Guaidó como legítimo chefe de Estado da Venezuela, Maduro mantém o controle das instituições estatais e Guaidó precisa de recursos para montar um governo interino.

Controlar a refinaria da PDVSA nos Estados Unidos, a Citgo Petroleum, o ativo externo mais valioso da Venezuela, ajudaria muito neste sentido, embora a apropriação do controle da própria PDVSA pareça improvável enquanto Maduro estiver no poder.

"Demos um passo adiante com a reconstrução da PDVSA", disse Guaidó no Twitter, logo depois que o Congresso nomeou a diretoria. "Com esta decisão, nós estamos não apenas protegendo os nossos bens, mas evitando a contínua destruição".

A produção de petróleo da PDVSA caiu paro o menor nível em 70 anos devido a dívidas esmagadoras, ampla corrupção e pouca manutenção de sua infraestrutura. O governo do presidente norte-americano Donald Trump, que apoia Guaidó, impôs sanções contra o setor petrolífero da Venezuela em 28 de janeiro, visando cortar exportações para os EUA e intensificar a pressão sobre Maduro.

A diretoria proposta para a Citgo seria composta pelos venezuelanos Luisa Palacios, Angel Olmeta, Luis Urdaneta e Edgar Rincon, que moram nos EUA, e por um diretor norte-americano.

As nomeações alimentam um crescente confronto entre Guaidó e Maduro, que tem dito que não permitirá que a Citgo seja "roubada". Como a nova diretoria assumirá a empresa é incerta e sua autoridade provavelmente será questionada legalmente, disseram fontes com conhecimento das deliberações.

A Citgo e a PDVSA não responderam de imediato a pedidos por comentários.

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