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Candidato à Presidência de Honduras, Salvador Nasralla, fala com repórteres em Tegucigalpa 05/12/2017 REUTERS/Jorge Cabrera

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Por Lizbeth Diaz e Gustavo Palencia

TEGUCIGALPA (Reuters) - A oposição de Honduras, que está se chocando com o presidente Juan Orlando Hernández devido a uma eleição presidencial polêmica, propôs na terça-feira que um segundo turno seja realizado se as autoridades não realizarem uma recontagem total dos votos.

Salvador Nasralla, apresentador de televisão e candidato opositor que declarou vitória na votação de 26 de novembro depois que resultados iniciais o mostraram à frente de Hernández, está envolvido em uma disputa acirrada com relação à contagem desde que a apuração foi interrompida e mais tarde, ao ser retomada, passou subitamente a favorecer o presidente.

A disputa resultou em protestos e um toque de recolher noturno no país pobre e violento da América Central. Na terça-feira Nasralla disse que o tribunal eleitoral deveria revisar praticamente todas as cédulas.

"Se vocês não concordarem com isso, vamos a um segundo turno entre (Hernández) e Salvador Nasralla", disse ele no Twitter.

O ex-presidente Manuel Zelaya, que foi deposto por um golpe em 2009 e hoje apoia Nasralla, disse que a oposição quer uma recontagem total dos votos ou uma legislação que permita um segundo turno, que não é usado em Honduras.

Mais tarde na terça-feira, Hernández, elogiado pelos Estados Unidos por sua repressão a gangues de rua violentas, indicou que seu partido pode estar disposto a conferir a votação.

"Estamos abertos a uma verificação, que haja uma revisão de uma, duas, três, quantas houver", disse. "Eles falam de cerca de 5 mil (zonas eleitorais), de mais, de menos; não há problema, mas tem que ser de acordo com os procedimentos estabelecidos pela lei hondurenha."

Hernández não declarou vitória em comentários televisionados nos últimos dias, mas disse na terça-feira que "em breve haverá tempo para comemorar", e elogiou seu Partido Nacional de centro-direita por se conter durante o tumulto que se seguiu à eleição.

"Isso não significa que não é um partido vigoroso, e quando eles o virem na rua, verão algo extraordinário que não ainda não viram", acrescentou, sem entrar em detalhes.

As autoridades demoraram uma semana para contar os votos na nação de 9 milhões de habitantes, mas a Organização dos Estados Americanos (OEA) disse que os resultados foram marcados por irregularidades e erros.

O tribunal não declarou um vencedor oficial, mas a apuração deu uma vantagem de 1,60 ponto percentual a Hernández.

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Reuters