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OTTAWA (Reuters) - Os Conservadores, oposição oficial do Canadá, escolheram neste sábado um líder pouco conhecido de 38 anos para enfrentar em uma eleição de 2019 o primeiro-ministro liberal Justin Trudeau, mas apenas depois de uma disputa feroz que revelou divisões internas.

    Na 13ª e última rodada de votações, muitas mais do que os observadores políticos previram, o ex-presidente da Câmara dos Comuns Andrew Scheer superou o ex-ministro das Relações Exteriores e favorito Maxime Bernier por 51% a 49%.

    Scheer é mais jovem e muito menos conhecido do que Trudeau, de 45 anos, um feminista declarado que assumiu o poder em novembro de 2015, prometendo um tipo de política mais inclusiva. Pesquisas mostram que os liberais ainda estão bem à frente dos partidos da oposição.

    Scheer deve agora tentar reparar uma divisão entre a ala socialmente conservadora que ele representa e outros que preferem uma abordagem mais centrista.

    "Nós todos sabemos o que parece quando os conservadores estão divididos. Não vamos deixar que isso aconteça novamente", disse Scheer em uma entrevista coletiva televisionada após a divulgação dos resultados finais anunciados em um centro de convenções de Toronto.

    "Imagine o que faremos quando todos estivermos trabalhando juntos. Não podemos passar por mais quatro anos de Justin Trudeau."

    A disputa teve momentos populismo ao estilo de Trump, com uma estrela de reality show e um candidato crítico à imigração conseguindo atenção inicialmente. Mas Scheer e Bernier eram políticos mais tradicionais, sugerindo que a onda de populismo que empurrou Donald Trump para a presidência dos EUA não se estenderá ao Canadá.

    Os conservadores de centro-direita mantiveram o poder por quase uma década sob o ex-primeiro-ministro Stephen Harper antes que os liberais de centro-esquerda vencessem em 2015.

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