Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Crianças em meio a destroços em Aleppo, Síria. 25/12/2016 REUTERS/Khalil Ashawi

(reuters_tickers)

Por Suleiman Al-Khalidi

ASTANA (Reuters) - Uma delegação da oposição da Síria enviada para as conversas de paz que devem acontecer na capital do Cazaquistão nesta segunda-feira informou que irá debater apenas maneiras de salvar um cessar-fogo frágil mediado por Turquia e Rússia, que acredita ter sido violado principalmente por milícias apoiadas pelo Irã presentes em solo sírio.

O governo da Síria considera a maior parte dos grupos rebeldes esperados na conferência como "terroristas" com apoio no exterior, mas diz estar disposto a se envolver nas conversas com facções armadas que entregarem suas armas e participarem de acordos de reconciliação.

Os principais grupos rebeldes, reunidos sob a bandeira do chamado Exército Livre da Síria (FSA), rejeitaram estes termos, dizendo que seu objetivo é acabar com o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, por meio de um processo de transição política endossado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

"Não entraremos em quaisquer discussões políticas, e tudo gira em torno do respeito ao cessar-fogo e da dimensão humanitária de se amenizar o sofrimento dos sírios sitiados e a liberação de detidos e a entrega de ajuda", disse Yahya al Aridi, porta-voz da delegação da oposição, à Reuters.

"O regime sírio tem interesse em desviar a atenção destes temas. Se o regime sírio pensa que nossa presença em Astana é uma rendição nossa, é uma ilusão", acrescentou.

A equipe de 14 membros não se posicionou sobre a realização de conversas frente a frente com a delegação governamental depois do início da conferência, afirmou ele, dizendo ainda que é provável que isso ocorra através de intermediários, como as conferências anteriores apoiadas pela ONU e realizadas em Genebra.

"Existem complicações quando você vai encarar aqueles que entraram em seu país e continuam a matá-lo, e um regime que não tem respeitado um cessar-fogo e que continua com sua política de destruição e matança de seu povo", disse.

O governo sírio vem negando há tempos o uso de sua superioridade aérea para bombardear civis em áreas controladas pelos rebeldes durante um conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters