Reuters internacional

Trump durante evento em Washington 4/5/2017 REUTERS/Carlos Barria

(reuters_tickers)

Por Alister Doyle e Valerie Volcovici

OSLO/WASHINGTON (Reuters) - Vários países pediram nesta segunda-feira ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mantenha o país no acordo global de combate às mudanças climáticas, mesmo se optar por reduzir a escala da promessa dos EUA de corte de emissão de gases do efeito estufa.

Os principais assessores de Trump devem se reunir na terça-feira para rever a ameaça do presidente de deixar o Acordo de Paris de 2015 para limitar o aquecimento global, que é apoiado por diversos governos.

Em negociações da Organização das Nações Unidas (ONU) que começaram nesta segunda-feira na cidade alemã de Bonn, o presidente das conversações, o chanceler marroquino Salaheddine Mezouar, disse que o momento global de combate às mudanças climáticas é irreversível, e seria "difícil ou tolice" para qualquer um desafiar a pressão pública por ações.

Nas conversas, que acontecerão até 18 de maio, quase 200 países irão detalhar as regras para o acordo. Delegados pediram que os países signatários implementem suas promessas de corte de emissões.

Quando perguntado sobre a posição dos EUA, Yvon Slingenberg, chefe da delegação da Comissão Europeia, disse em entrevista coletiva: "Nós consideramos que seria bastante importante (os EUA) permanecerem na mesa", mesmo com as políticas pró-carvão de Trump.

O Artigo 4º do Acordo de Paris diz que qualquer nação pode ajustar suas metas a qualquer momento "com uma visão de melhorar sua ambição", e não menciona uma opção de reduzir sua meta. No entanto, muitos delegados dizem que o Acordo de Paris é vago o bastante para permitir que os países reduzam as ambições de suas metas se necessário.

A delegação dos EUA em Bonn é pequena, com apenas sete autoridades -- menor, por exemplo, que as representações de países como Argélia e Zimbábue.

Em Washington, conservadores influentes reafirmam a oposição ao acordo do clima.

"Permanecer no Tratato do Clima de Paris afetaria os esforços do governo Trump para proteger as famílias norte-americanos de regulações climáticas desnecessárias e pesadas", disse Thomas Pyle, presidente da Aliança Energética Americana, que atuou na equipe de transição de Trump.

Reuters

 Reuters internacional