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Por Alister Doyle
COPENHAGUE (Reuters) - Os países pobres insistiram nesta segunda-feira que ainda é possível definir em Copenhague, no mês que vem, um novo tratado climático global, apesar de os EUA e outros países terem declarado que isso será inviável.
A Dinamarca, anfitriã do encontro da ONU entre 7 e 18 de dezembro, admite que o tempo é curto para definir o tratado, e sugere um prazo de talvez mais um ano para as negociações.
Cerca de 40 ministro de Meio Ambiente se reuniram durante dois dias em Copenhague para tentar retomar as discussões do novo tratado climático, que imporia cortes às emissões de gases do efeito estufa e definiria verbas para a mitigação dos problemas nos países pobres.
"Acreditamos que um tratado de cumprimento internacional obrigatório ainda seja possível", disse à Reuters Michael Church, ministro do Meio Ambiente de Granada, que fala em nome de mais de 40 pequenos países insulares, que estão entre os mais ameaçados pelo aquecimento global, devido à elevação do nível dos mares.
O embaixador sudanês Lumumba Stanislaus Di-Aping, em nome do G77 (grupo de países em desenvolvimento e a China), também manifestou a esperança de que a reunião de dezembro chegue a um resultado concreto.
No domingo, o presidente dos EUA, Barack Obama, e outros líderes manifestaram, durante cúpula da Apec em Cingapura, apoio à ideia de adiar a adoção do tratado para 2010 ou depois, alegando que há pouco tempo para superar as atuais divisões entre países ricos e pobres sobre o tamanho da redução das emissões e a verba a ser disponibilizada para a causa climática.

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Reuters