Por Abdul Qadir Sediqi e Ahmad Sultan

CABUL/JALALABAD, Afeganistão (Reuters) - Um acordo entre o Taliban e os Estados Unidos para a retirada das forças norte-americanas da guerra do Afeganistão, a mais longa de sua história, poderia induzir alguns combatentes radicais do grupo a se unirem ao Estado Islâmico, disseram autoridades afegãs e militantes.

Tal acordo deve levar os EUA a retirarem suas forças em troca de uma promessa do Taliban de que não permitirá que o Afeganistão seja usado por militantes para tramar ataques internacionais.

Como parte do pacto, espera-se que o Taliban se comprometa a conversar sobre uma divisão de poder com o governo apoiado pelos EUA e trabalhar por um cessar-fogo.

A filiada afegã do Estado Islâmico, conhecida como Estado Islâmico Khorasanem homenagem a um nome antigo da região, surgiu no leste do Afeganistão em 2014, e desde então se insinuou em outras áreas, particularmente do norte.

Os militares dos EUA os estimam em dois mil combatentes. Algumas autoridades afegãs avaliam que o número é maior e que pode estar prestes a receber reforços.

"É uma grande oportunidade para o Daesh (Estado Islâmico) recrutar combatentes do Taliban, e sem dúvida muitos combatentes do Taliban se unirão a eles com prazer", disse Sohrab Qaderi, membro do conselho da província de Nangarhar, na fronteira com o Paquistão.

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