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Por Silene Ramírez e Andreina Aponte

CARACAS (Reuters) - Um homem que se descreveu como ex-chefe e amigo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exigiu nesta sexta-feira uma investigação sobre a morte de seu filho em uma agitação anti-governo que vem convulsionando o país há quase três meses.

David Vallenilla, de 22 anos, foi baleado de perto por um sargento da polícia militar na quinta-feira, aparentemente com balas de borracha, à medida que jovens tentavam derrubar uma cerca em volta de uma base da Força Aérea em Caracas e atiravam pedras contra autoridades, que usaram gás lacrimogêneo de dentro da base.

Críticos de Maduro disseram que a morte foi nova evidência de abuso por parte das forças da segurança após protestos desde abril por manifestantes exigindo eleições gerais para terminar um governo socialista de 18 anos no país, em meio a uma crescente crise econômica e política.

Ao menos 76 pessoas foram mortas em protestos até agora.

“Eu quero falar com meu ex-colega da Caracas Metro, Nicolás Maduro, você sabe que trabalhamos juntos, sou o supervisor Vallenilla... Eu era seu chefe”, disse o pai do manifestante morto, também chamado David Vallenilla, se referindo aos anos em que Maduro trabalhava como motorista de ônibus.

“Eu quero garantir que isto seja resolvido, Nicolás, por favor, ele não era um criminoso, ele era um estudante... por favor, amigo”, disse Vallenilla a repórteres do lado de fora de um necrotério, à medida que lágrimas corriam por seu rosto. “Você o conheceu quando ele era pequeno”.

A Reuters não pôde confirmar de imediato a ligação entre Vallenilla e Maduro.

Maduro, que faz frequentes referências ao seu antigo emprego como motorista de ônibus para destacar suas raízes na classe operária, diz que os protestos são esforços para removê-lo violentamente do cargo, com apoio de adversários ideológicos em Washington.

O ministro da Defesa venezuelano, Nestor Reverol, condenou rapidamente e de maneira pouco comum a morte de Vallenilla por um oficial militar, e o ouvidor estatal Tarek Sabb chamou o ato de um “assassinato perverso”.

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Reuters