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FORT COLLINS, EUA (Reuters) - Os pais do menino que preocupou milhões de pessoas por causa do rumor de que ele estaria voando à deriva, preso em um balão, se declararam culpados pela farsa na sexta-feira, e devem receber a sentença no dia 23 de dezembro.
Richard e Mayumi Heene admitiram, respectivamente, um crime e uma contravenção, cometidos com a intenção de chamarem a atenção da mídia. O casal tentou dar um golpe publicitário para um reality-show que pretendia lançar.
O caso provocou indignação por causa da grande quantia gasta pelas autoridades na tentativa de resgate do "menino do balão", de 6 anos. O caso mobilizou a opinião pública norte-americana depois que as TVs mostraram ao vivo imagens do balão caseiro a gás hélio.
O juiz responsável pela audiência de sexta-feira disse ao casal Heene que eles terão de ressarcir parte dos custos da operação de resgate, que incluiu o uso de helicópteros da Guarda Nacional. "Há consequências financeiras que podem ser significativas", disse o juiz Stephen Schapanski.
O casal confessou a farsa num acordo com a promotoria, diante da ameaça de que Mayumi, que é japonesa, poderia ser extraditada se fosse condenada por acusações mais graves.
Richard Heene, de 48 anos, declarou-se culpado de tentar influenciar um servidor público; Mayumi, de 45 anos, admitiu a contravenção de ter feito um relato falso às autoridades.
No mês passado, o casal Heene disse que o balão havia decolado com a criança dentro, mas o objeto pousou vazio, e descobriu-se que o menino esteve o tempo todo dentro de casa.
O advogado David Lane disse nesta semana que os promotores haviam aceitado recomendar sentenças com direito a sursis para até 60 dias de prisão para a esposa, e 90 dias para o marido.
(Reportagem de Keith Coffman)

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Reuters