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Por Philip Pullella

ROMA (Reuters) - O papa Francisco pediu aos governos no sábado que retirem migrantes e refugiados dos centros de detenção, dizendo que muitos se tornaram "campos de concentração".

Durante uma visita a uma basílica de Roma, onde conheceu os imigrantes, Francisco contou sua visita a um acampamento na ilha grega de Lesbos no ano passado.

Lá ele conheceu um refugiado muçulmano do Oriente Médio que lhe contou como "terroristas vieram ao nosso país". Os islamistas tinham cortado a garganta da esposa cristã do homem porque ela se recusou a jogar o crucifixo no chão.

"Não sei se ele conseguiu sair desse campo de concentração, porque os campos de refugiados, muitos deles, são de concentração por causa do grande número de pessoas deixadas lá dentro", disse o Papa.

Francisco elogiou os países que ajudam os refugiados e os agradeceu por "suportar esse fardo adicional, porque parece que os acordos internacionais são mais importantes do que os direitos humanos".

Ele não elaborou, mas parecia estar se referindo a acordos que impedem os migrantes de cruzar fronteiras.

Em fevereiro, a União Europeia prometeu financiar os campos de imigrantes na Líbia, como parte de uma campanha mais ampla da União Europeia para combater a imigração de África.

Grupos humanitários criticaram os esforços para deter os migrantes na Líbia, onde de acordo com um relatório da ONU em dezembro passado sofrem detenção arbitrária, trabalho forçado, estupro e tortura.

No ano passado, a UE e a Turquia chegaram a um acordo para enviar de volta os migrantes irregulares das ilhas do Egeu para a Turquia, em troca de recompensas políticas e financeiras para Ancara. O acordo foi criticado por grupos de direitos humanos.

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Reuters