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CIDADE DO VATICANO (Reuters) - O papa Francisco irá nomear um delegado para administrar a Ordem de Malta temporariamente devido à renúncia do combativo líder da instituição de cavalaria e caridade católica sediada em Roma, informou o Vaticano nesta quarta-feira.

O Grande Mestre Matthew Festing, de 67 anos, renunciou depois que o papa lhe pediu para deixar o cargo em uma reunião ocorrida na terça-feira. Os Grandes Mestres da instituição, que foi fundada no século 11, normalmente ocupam a posição de forma vitalícia.

Festing se retirou depois de uma disputa amarga de dois meses com o Vaticano devida ao fato de ter demitido um líder da Ordem de Malta, aparentemente por este ter permitido o uso de preservativos em um projeto médico para pessoas pobres.

O confronto reflete conflitos mais amplos dentro da igreja, e Francisco vem enfrentando uma oposição deliberada a seus esforços para modernizar a Santa Sé e desfazer suavemente o legado de seus antecessores conservadores.

O Vaticano, que é um Estado soberano, disse nesta quarta-feira que o papa nomearia um "delegado pontifício" para dirigir o grupo, que tem status soberano e é reconhecido por cerca de 100 países.

Fontes do Vaticano disseram que seria temporário até que a situação tivesse esfriado e a ordem pudessem eleger novamente seu próprio líder.

Os principais líderes da Ordem de Malta, todos eles homens, não são clérigos, mas fazem votos de pobreza, castidade e obediência ao pontífice. A instituição tem 13.500 membros, 25 mil empregados e 80 mil voluntários em todo o mundo.

A ordem, criada para proporcionar proteção e cuidados médicos a peregrinos em visita à Terra Santa durante as Cruzadas, tem status de entidade soberana, mantém relações diplomáticas com mais de 100 países e a União Europeia e é observadora permanente na Organização das Nações Unidas (ONU).

(Por Philip Pullella)

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Reuters