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Papa Francisco na Praça de São Pedro no Vaticano 21/6/ 2017 REUTERS/Tony Gentile

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Por Andrea Shalal

BERLIM (Reuters) - O papa Francisco, em comentários feitos no prefácio de um novo livro, qualificou o abuso sexual de crianças cometido por padres da Igreja Católica como uma "monstruosidade" e prometeu agir contra os perpetradores e os bispos que os protegem.

O livro intitulado "Pai, Eu te Perdoo: Abusados, Não Destruídos" foi escrito por Daniel Pittet, um suíço de 58 anos que foi estuprado por um padre pela primeira vez quando tinha 8 anos de idade.

Francisco, cujas promessas reiteradas de tolerância zero foram criticadas por vítimas que dizem que o Vaticano precisa fazer muito mais, classificou o abuso sexual como "uma monstruosidade absoluta, um pecado terrível que contradiz tudo que a igreja ensina".

O prefácio foi publicado nesta quarta-feira pelo Bild, jornal alemão de grande circulação.

O pontífice disse que o destino das crianças abusadas pesa em sua alma, especialmente aquelas que tiraram a própria vida.

"Iremos nos contrapor a estes padres que traíram a vocação com as medidas mais severas. Isto também se aplica aos bispos e cardeais que protegeram estes padres – como aconteceu repetidamente no passado", escreveu o papa.

Os abusos sexuais cometidos dentro da igreja vieram à tona nos Estados Unidos com relatos de casos na Louisiana em 1984 e explodiram em 2002, quando jornalistas de Boston descobriram que bispos transferiram abusadores a novos postos sistematicamente ao invés de expulsá-los.

Milhares de casos foram revelados em todo o mundo, já que as investigações encorajaram vítimas em silêncio há tempos a virem a público, danificando a reputação da igreja em lugares como a Irlanda, e mais de 2 bilhões de dólares de indenizações já foram pagos.

Os esforços que Francisco vem fazendo contra os abusos sexuais desde que foi eleito, em 2013, têm sido prejudicados.

Críticos dizem que ele não tem feito o suficiente para responsabilizar os bispos que desencaminharam ou acobertaram casos de abuso, e uma comissão do Vaticano formada em 2014 para aconselhá-lo sobre maneiras de extirpar a prática vem sendo prejudicada por discórdias internas.

(Reportagem adicional de Philip Pullella em Roma)

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Reuters