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ASSUNÇÃO/SAN SALVADOR (Reuters) - Os governos de Paraguai e El Salvador disseram nesta terça-feira que não reconhecerão as eleições em Honduras, uma decisão semelhante às adotadas por Brasil e Argentina, por considerarem que o pleito será realizado sob um governo ilegítimo e ilegal.
Honduras atravessa uma grave crise política desde que militares expulsaram do país o presidente Manuel Zelaya em 28 de junho.
Vários governos da região já afirmaram que não reconhecerão o vencedor das eleições, previstas para o próximo domingo, a menos que o líder deposto seja restabelecido na Presidência antes do pleito.
A chancelaria paraguaia disse em um comunicado que tomou esta decisão porque o governo imposto em Honduras após a queda de Zelaya tornou "vulnerável o Estado de direito e violentou as entidades democráticas e constitucionalmente instituídas".
"Apesar das tentativas da comunidade internacional para dar uma saída dialogada e pacífica a este conflito... o governo de facto descumpriu reincidentemente os acordo e as resoluções de organismos como a ONU e a OEA", afirmou a nota do governo paraguaio.
Por sua vez, o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, disse que a administração de facto de Honduras, liderada por Roberto Micheletti, "usurpou funções e, portanto, não tem a legitimidade para convocar este processo eleitoral e tampouco dirigi-lo".
"Acho muito difícil que a comunidade internacional possa reconhecer estas eleições", disse Funes.
Brasil e Argentina afirmaram que não reconhecerão o resultado das eleições após uma reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner, em Brasília.
(Reportagem de Daniela Desantis, em Assunção, e de Nelson Rentería, em San Salvador)

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Reuters