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Helena Vallejos, neta de Rafaela Filipazzi, observa caixão em cerimônia no Paraguai. 10/2/2017. REUTERS/Jorge Adorno

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ASSUNÇÃO (Reuters) - O Paraguai entregou pela primeira vez nesta sexta-feira os restos mortais de quatro pessoas desaparecidas durante a ditadura militar aos seus familiares, numa cerimônia emotiva marcada por reivindicações por justiça e apoio aos esforços de reparação histórica.

Essas são as primeiras pessoas cujos restos foram identificados no país que viveu sob a ditadura do general Alfredo Stroessner de 1954 a 1989 e que segue buscando centenas que desapareceram durante o regime.

"É um trabalho que começamos há muito tempo e que abre uma nova frente de luta porque agora é necessário insistir que a Justiça examine o que passou”, afirmou Rogelio Goiburú, do setor de memória e reparação do Ministério da Justiça, à Reuters.

Cerca de 400 pessoas foram executadas ou desapareceram, e quase 19 mil torturadas durante a ditadura militar, segundo a Comissão de Verdade e Justiça do Paraguai.

"Estou muito feliz depois de muitos anos de dor e busca. Temos que fazer um esforço para que os repressores de todos os países sejam julgados”, afirmou Silvia Potenza, filha de José Agustín Potenza.

A equipe liderada por Goiburú encontrou 36 restos mortais de vítimas da ditadura em escavações realizadas na última década que ainda devem ser identificados e localizou 12 pontos para seguir com os trabalhos de busca.

(Reportagem de Mariel Cristaldo)

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Reuters