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Mulher lamenta os membros de sua família suspeitos de estarem desaparecidos após um deslizamento de terra, quando um monte de lixo desmoronou em um assentamento informal no lixão de Koshe, na capital da Etiópia, Addis Abeba 14/03/2017 REUTERS/Tiksa Negeri

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Por AAAron Maasho

ADDIS ABEBA (Reuters) - A polícia da Etiópia impediu nesta terça-feira que pessoas entrassem no local de um deslizamento ocorrido em um aterro de lixo depois que parentes de vítimas da tragédia entraram em conflito com equipes de resgate, culpando o governo pela reação lenta a um desastre que matou 82 pessoas no fim de semana.

Os familiares empurraram os agentes de emergência, acusando-os raivosamente de lentidão e dizendo que dezenas de pessoas ainda estão desaparecidas desde o deslizamento de sábado no aterro de Reppi, que existe há 50 anos na capital Addis Abeba.

"Meu sobrinho! O filho de minha irmã!", gritava uma idosa dentro de uma de várias barracas de enterro montadas às pressas e repletas de gente, segurando uma foto.

Após uma série de protestos do ano passado que resultaram em mortes na Etiópia, as autoridades irão se esforçar para conter qualquer sinal de dissidência que possa se tornar um catalisador de manifestações mais amplas.

"Ninguém está nos ajudando. Estamos cavando nós mesmos. É vergonhoso", disse Kaleab Tsegaye, parente de uma vítima, à Reuters.

De manhã cedo, familiares expulsaram os socorristas do local. "Voltem para onde vieram! Parem de fingir que estão trabalhando!", gritou um deles.

A situação parecia mais calma de tarde, mas um policial disse à Reuters que moradores revoltados ainda estão impedindo que a polícia procure corpos.

Dezenas de policiais permaneciam nos limites do aterro. Um deles disse à Reuters que mais 17 corpos foram recuperados nesta terça-feira, elevando o salto de mortos a 82 até o momento.

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Reuters