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ROMA (Reuters) - A coalizão conservadora Povo da Liberdade (PDL), do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, reforçou sua popularidade, apesar dos problemas que o premiê enfrenta com a Justiça e apesar de divisões entre sua liderança, revelou pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira.
Realizada para o jornal pró-governo Libero pelo respeitado instituto Piepoli, a pesquisa mostrou que as intenções de voto no PDL subiram para 38,5 por cento, contra os 35,5 por cento que a coalizão conseguiu nas eleições europeias de julho.
A pesquisa foi feita antes de ser aventada, esta semana, a possibilidade de serem convocadas eleições antecipadas. Mas o chefe do instituto de pesquisas disse que, quando a pesquisa foi feita, os partidos políticos estavam focados nas eleições regionais previstas para março.
O Partido Democrata (PD), principal partido da oposição, também viu sua popularidade subir, de 26,1 por cento para 27,5 por cento.
Os principais perdedores foram os parceiros menores da coalizão, à esquerda e à direita, e os partidos independentes.
As cifras formam um contraste com pesquisa do instituto Ispo divulgada no final de outubro pelo jornal Corriere della Sera, que mostrou a popularidade do governo se enfraquecendo.
Berlusconi, que terá que voltar ao banco dos réus em dois julgamentos por corrupção que serão retomados ainda este mês e em janeiro, excluiu na quarta-feira a possibilidade de convocar eleições antecipadas, depois de o presidente do Senado ter dito que as divisões no governo ameaçam sua capacidade de continuar no poder.
O mal-estar com as reformas judiciais que Berlusconi vem defendendo desde que a suprema corte italiana lhe destituiu da imunidade, no mês passado, vem exacerbando as divisões dentro da coalizão governista. E as tensões são alimentadas ainda mais com a disputa em torno da sucessão de Berlusconi, de 73 anos, dizem analistas.
O presidente da câmara baixa do Parlamento, Gianfranco Fini, já expressou abertamente sua insatisfação com Berlusconi, acusando-o de comportar-se como "monarca absolutista."
Magnata da mídia cuja popularidade resistiu a um verão inteiro marcado por escândalos sexuais, Berlusconi prometeu governar até o fim de seu mandato, em 2013, depois de uma vitória confortável nas eleições parlamentares de abril de 2008. Ele diz que tem o apoio da população italiana, mesmo que os juízes "comunistas" façam oposição a ele.
(Reportagem de Daniel Flynn)

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Reuters