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Por Gulsen Solaker

ANCARA (Reuters) - O partido turco pró-curdos elegeu neste sábado um novo co-líder para substituir Figen Yuksekdag, preso desde novembro por acusações de terrorismo, que teve retirado o seu status de parlamentar há alguns meses.

Em um congresso do Partido Democrático dos Povos (HDP) realizado sob forte esquema de segurança, Serpil Kemalbay foi escolhido o líder conjunto, ao lado de Selahattin Demirtas, que também está preso por acusações de terrorismo, mas permance membro do parlamento.

Em comunicado divulgado da prisão no noroeste da Turquia, Demirtas pediu ao HDP para que prepare "um plano para lutar pela democracia e pela paz" diante desse momento de "expurgação política."

"Estamos enfrentando o fechamento de todos os canais políticos democráticos", disse ele em uma declaração que foi lida no Congresso e aplaudida.

"Mas não importa o que aconteça, o HDP não abandonará a política democrática, insistirá em métodos não-violentos para encontrar uma solução para problemas políticos", disse ele.

Fotos de dez deputados do HDP encarcerados, incluindo Demirtas e Yuksekdag, foram exibidos no Congresso. A prisão deles prejudicou o segundo maior partido de oposição antes do referendo de abril, no qual os turcos aprovaram mudanças constitucionais que aumentaram ainda mais os poderes do presidente Tayyip Erdogan.

O HDP alega que cerca de seus membros foram detidos como parte de uma onda repressora cujo alvos são os dissidentes, dizem grupos de direitos humanos.

A promotoria quer Demirtas preso por 142 anos e Yuksekdag por até 83 anos sob a acusação de propaganda de grupo terrorista. Demirtas foi condenado em fevereiro por "insultar o povo turco, o governo e as instituições do Estado".

As prisões destes políticos, juntamente com dezenas de milhares de outras pessoas desde o golpe mal sucedido, atraíram atenção do mundo todo.

O governo turco diz que o HDP é uma extensão do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que trava uma insurgência no sudeste da Turquia, de maioria curda, há mais de três décadas.

O HDP nega ligações directas com o PKK, considerado uma organização terrorista pela Turquia, pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

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Reuters