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Por Padraic Halpin e Conor Humphries

DUBLIN (Reuters) - Os eleitores britânicos correram para o Google nesta sexta-feira para pesquisar o nome de um pequeno partido da Irlanda do Norte cujos 290 mil votos e 10 cadeiras parlamentares serão o fiel da balança no Parlamento nacional que representa os 65 milhões de habitantes do Reino Unido.

Ao se darem conta de que a primeira-ministra britânica, Theresa May, terá que cortejar o apoio do Partido Democrático Unionista da Irlanda do Norte (DUP, na sigla em inglês) depois de perder sua maioria parlamentar de forma surpreendente, os eleitores fizeram o site do DUP sair do ar de tantas visitas.

Uma tela gigante na rede Sky News perguntava "QUEM É O DUP?", e dados do Google mostraram que as pesquisas cresceram consideravelmente nas horas seguintes à divulgação dos resultados eleitorais.

Alguns se lembraram dele como o partido de Ian Paisley, o clérigo protestante agitador que chegou a incomodar o próprio papa chamando-o de anticristo.

O DUP criou seu estilo de nacionalismo britânico nas áreas protestantes de Belfast nos anos 1970, quando os "Tumultos" sangrentos lançaram unionistas radicais que queriam continuar sendo parte do Reino Unido contra nacionalistas majoritariamente católicos que buscavam uma Irlanda unida.

Outros observaram que agora a sigla é uma das mais conservadoras da Europa, já que vem tentando manter algumas das restrições mais rígidas do continente para o aborto e se opondo continuamente ao casamento gay.

Recentemente, o partido apoiou o direito de um padeiro de Belfast de se recusar a fazer um bolo com um slogan pró-direitos gays e propôs uma lei para permitir que donos de negócios religiosos se recusem a servir pessoas cujas crenças se choquem com as suas.

Ao menos um membro de alto escalão do DUP defendeu o criacionismo, teoria segundo a qual o mundo foi criado por Deus 10 mil anos atrás, e em uma ocasião Paisley descreveu o país e o estilo de dança ocidental como "pecaminosos".

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Reuters