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Atriz Laverne Cox, que interpreta a personagem trans Sophia Burset na série "Orange is the New Black", em cerimônia do Emmy em Los Angeles, EUA 18/9/2016 REUTERS/Lucy Nicholson

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LOS ANGELES (Reuters) - O número de personagens lésbicas, gays e transgêneros em programas de televisão dos Estados Unidos atingiu níveis recordes, e a organização não-governamental Glaad disse, nesta quinta-feira, que suas histórias são mais importantes do que nunca considerando os passos dados nos EUA para reverter a aceitação LGBT.

Em seu relatório anual sobre a diversidade na telinha, a Glaad encontrou 329 personagens LGBTQ fixos e recorrentes em todos os canais abertos, a cabo e em plataformas de streaming dos EUA, incluindo os primeiros personagens assexuados e não-binários.

A presidente da Glaad, Sarah Kate Ellis, disse que a TV é um lugar fundamental para a representação dos personagens LGBTQ e suas vidas.

"Em um momento em que o governo Trump está tentando tornar as pessoas LGBTQ invisíveis, representar as pessoas LGBTQ em toda nossa diversidade em programas de TV roteirizados é um contraponto essencial que dá às pessoas LGBTQ histórias com as quais podem se identificar", disse Ellis em comunicado.

Em julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que irá proibir que pessoas transgênero sirvam no Exército norte-americano. A Casa Branca também revogou a orientação de que estudantes transgêneros usem o banheiro de sua escolha em escolas públicas e o governo Trump disse que a lei federal não proíbe a discriminação contra funcionários gays.

O relatório da Glaad identificou que personagens fixos LGBTQ nos principais canais norte-americanos em programas como "Riverdale", "Empire" e "Designated Survivor", representam até 6,5 por cento de todos os personagens, a maior porcentagem registrada nos 22 anos de análises da Glaad.

(Reportagem de Jill Serjeant)

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