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Policial venezuelano Óscar Pérez posa para fotos durante evento do Corpo de Investigação Científica, Penal e Criminal (CICPC) em Caracas, Venezuela. 01/03/2015 REUTERS/Christian Veron

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Por Diego Oré

CARACAS (Reuters) - O policial venezuelano Óscar Pérez, que realizou um ataque de helicóptero contra os prédios da Suprema Corte e do Ministério Interior na semana passada em Caracas, apareceu em um vídeo publicado na internet nesta quarta-feira jurando continuar a lutar pela "libertação" de seu país.

"Mais uma vez estamos em Caracas, prontos e dispostos a continuar nossa luta pela libertação de nosso país", disse Pérez no vídeo publicado no YouTube, vestindo um uniforme militar e um gorro de lã e diante de uma bandeira da Venezuela e um fuzil.

Pérez sequestrou um helicóptero com um colega desconhecido e sobrevoou a capital em 27 de junho com uma faixa dizendo "Liberdade", e mais tarde abriu fogo e lançou granadas contra o Ministério do Interior e a Suprema Corte, sem deixar mortos ou feridos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, classificou o ataque como um atentado terrorista visando derrubar seu governo.

Mas muitos de seus críticos duvidam da versão oficial dos acontecimentos, e alguns insinuaram que eles podem ter sido simulados para desviar a atenção das crises econômica e política da nação.

Pérez disse que o ataque foi "perfeitamente bem-sucedido", sem danos colaterais, "porque foi planejado, porque não somos assassinos como você, senhor Nicolás Maduro".

O policial realizou um "pouso de emergência" no litoral caribenho, perto de Caracas, após a ação, contou ele no vídeo, e voltou à capital depois de escalar as montanhas que separam os dois. A notícia sobre a filmagem se espalhou pelas redes sociais.

O Ministério da Informação não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Pérez, que se retratou como uma mistura de James Bond e Rambo nas redes sociais, também é ator e produziu e estrelou um filme sobre o resgate de um empresário sequestrado em 2015.

A oposição da Venezuela está organizando manifestações contra Maduro há três meses, e argumenta que ele criou uma ditadura e destruiu a economia nacional. Ao menos 90 pessoas já morreram nos protestos.

Os opositores dizem que Maduro está tentando consolidar seu controle sobre o país por meio de uma Assembleia Constituinte que será eleita no final de julho e prometeram boicotar a votação, que dizem estar sendo manipulada a favor do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

"Estamos totalmente certos do que estamos fazendo e se precisarmos dar nossa vida, iremos entregá-la ao povo", afirmou Pérez no vídeo. "Se esta Assembleia Constituinte acontecer, não haverá Venezuela".

Reuters