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Pessoas fazem vigília em homenagem a vítimas de ataque em Manchester 23/5/2017 REUTERS/Peter Nicholls

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Por Michael Holden e David Milliken

MANCHESTER (Reuters) - A polícia britânica identificou nesta terça-feira o homem-bomba que matou 22 pessoas, incluindo crianças, em um ataque a um show musical lotado na cidade inglesa de Manchester e disse que estava tentando determinar se ele agiu sozinho ou com ajuda de outros.

O suspeito de realizar o ataque mais mortal no Reino Unido em quase 12 anos foi identificado como Salman Abedi, de 22 anos, mas a polícia não quis dar mais detalhes sobre ele.

Fontes de segurança dos Estados Unidos, citando funcionários da inteligência britânica, disseram que ele nasceu em Manchester em 1994 de pais de origem líbia. Acredita-se que tenha viajado de trem a partir de Londres antes do ataque, segundo as fontes.

"Nossa prioridade, junto com a rede da polícia de combate ao terrorismo e nossos parceiros de segurança, é continuar a estabelecer se ele estava agindo sozinho ou trabalhando como parte de uma rede mais ampla", disse o chefe da polícia de Manchester, Ian Hopkins, a repórteres.

O homem-bomba detonou seu dispositivo improvisado quando as pessoas começavam a sair de um show da cantora norte-americana Ariana Grande, especialmente popular entre as adolescentes.

"Todos os atos de terrorismo são covardes", disse a primeira-ministra britânica, Theresa May, após reunião com chefes de segurança e inteligência.

"Mas esse ataque se destaca por sua terrível covardia doentia, visando deliberadamente crianças e jovens inocentes e indefesos que deveriam estar desfrutando uma das noites mais memoráveis de suas vidas."

O Estado Islâmico, que está sendo expulso de territórios na Síria e no Iraque por forças apoiadas pelo Ocidente, reivindicou a autoria do ataque. Mas alguns especialistas descartaram essa hipótese, observando que não havia evidência de envolvimento direto do grupo e que detalhes da reivindicação do grupo --em duas mensagens contraditórias-- contrastavam com descobertas da polícia britânica.

A polícia vasculhou casas em Manchester e prendeu um homem de 23 anos.

A cidade do norte da Inglaterra continuou em alerta, com policiais armados adicionais recrutados. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, disse que mais policiais também foram enviados para as ruas da capital britânica.

O ataque ocorre menos de três semanas antes de uma eleição nacional no Reino Unido, e foi o mais letal no Reino Unido desde que quatro muçulmanos britânicos mataram 52 pessoas em atentados suicidas no sistema de transporte londrino, em 2005

Ataques em cidades como Paris, Nice, Bruxelas, São Petersburgo, Berlim e Londres chocaram os europeus já ansiosos pelos desafios de segurança da imigração em massa e pelos bolsões do radicalismo islâmico. O Estado Islâmico tem ordenado repetidamente ataques em retaliação ao envolvimento ocidental nos conflitos na Síria e no Iraque.

DESESPERO E CAOS

Testemunhas relataram o horror da explosão de Manchester, que desencadeou uma correria assim que o show terminou na maior arena coberta da Europa, cuja capacidade é de 21 mil pessoas.

"Corremos, as pessoas gritavam ao nosso redor e empurravam nas escadas para sair e as pessoas caiam, as meninas estavam chorando, e vimos essas mulheres sendo tratadas por paramédicos com feridas abertas nas pernas... foi um caos", disse Sebastian Diaz, de 19 anos.

“Foi literalmente apenas um minuto depois que terminou, as luzes acenderam e a bomba explodiu".

Um vídeo postado no Twitter mostrou fãs, na maioria jovens, gritando e correndo para fora da arena. Dezenas de pais buscavam freneticamente por seus filhos, postando fotos e pedindo por informações nas redes sociais.

Líderes mundiais expressaram solidariedade com os britânicos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, falou com May por telefone e concordou que o ataque foi "particularmente indecente", disse a Casa Branca.

A cantora Ariana Grande, de 23 anos, disse no Twitter: "Despedaçada, do fundo do meu coração, eu sinto muito, não tenho palavras".

May disse que seus pensamentos estavam com as vítimas e suas famílias. Ela e Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, de oposição, concordaram em suspender a campanha temporariamente.

O Estado Islâmico, enquanto reivindicava responsabilidade em sua conta do Telegram, parecia contradizer a descrição da polícia britânica de um suicida. Sugeriu que dispositivos explosivos teriam sido colocados "no meio de uma reunião de cruzados".

“O que virá a seguir será ainda mais severo para os adoradores da cruz”, disseram os militantes em post no Telegram.

(Reportagem adicional de Alistair Smout, Kate Holton, David Milliken, Elizabeth Piper, Paul Sandle e Costas Pitas, em Londres; Mark Hosenball, em Los Angeles; John Walcott, em Washington; Leela de Kretser, em Nova York; Omar Fahmy, no Cairo; e Ben Blanchard, em Pequim)

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Reuters