Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Guarda-chuva amarelo, símbolo dos protestos pela democracia em Hong Kong, é levantado durante a posse da nova líder Carrie Lam. 26/03/2017 REUTERS/Bobby Yip

(reuters_tickers)

Por Venus Wu e James Pomfret

HONG KONG (Reuters) - A polícia de Hong Kong alertou nesta segunda-feira ao menos nove organizadores das manifestações pró-democracia de 2014 que eles serão alvos de processos, disseram os manifestantes, em um sinal ameaçador um dia depois de uma nova líder apoiada por Pequim ser escolhida prometendo unir a sociedade.

O aviso da polícia, que já provocou revolta entre manifestantes que buscam a democracia, agravou a tensão política na cidade controlada pela China, e um protesto deve ser realizado na noite desta segunda-feira diante da sede da polícia no bairro de Wanchai, que abriga vários tribunais.

A ex-secretária-chefe Carrie Lam foi escolhida por um comitê de 1.200 pessoas para comandar a cidade, e em seu discurso de vitória se comprometeu a sanar as divisões políticas que vêm dificultando a criação de políticas e a atividade legislativa.

Mas a ocasião dos telefonemas de aviso da polícia, quase dois anos e meio depois de as manifestações paralisarem partes de Hong Kong durante meses, não deve ajudar a fechar as feridas.

O professor de sociologia Chan Kin-man, um dos principais líderes dos protestos, disse que a polícia lhe disse que ele será acusado de três crimes, incluindo participar e incitar outros a participar de "transtorno públicos".

"Já estou mentalmente preparado para isso, mas estou muito preocupado com o futuro de Hong Kong", disse Chan à Reuters.

Não ficou claro de imediato por que as autoridades esperaram tanto para apresentar as acusações. A polícia não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters.

Indagada por repórteres sobre o momento da comunicação, Lam disse que não poderia intervir com processos levados a cabo pela gestão do atual líder, Leung Chun-ying.

"Deixei muito claro que quero unir a sociedade e acabar com o abismo que vem nos causando preocupação, mas todas estas ações não deveriam comprometer o Estado de Direito em Hong Kong e também o processo independente que acabei de mencionar", disse Lam, que assume no dia 1o de julho.

Chan, porém, questionou suas colocações.

"A mensagem é forte. Carrie Lam disse que quer restaurar a sociedade, mas a mensagem que recebemos hoje é processo. Não vejo como as fraturas da sociedade possam ser restauradas", disse Chan à Reuters.

Hong Kong foi devolvida pelo Reino Unido ao controle chinês em 1997 com a promessa de um nível maior de autonomia e outras liberdades não desfrutadas no continente, mas os líderes do Partido Comunista de Pequim jamais esconderam seu repúdio pelos protestos, que consideram ilegais.

(Reportagem adicional de Katy Wong)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters