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Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, participara de reunião do partido Likud no Parlamento de Israel. 02/01/2017. REUTERS/Ronen Zvulun

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JERUSALÉM (Reuters) - Investigadores policiais começaram a interrogar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na sua residência oficial em Jerusalém nesta segunda-feira por causa da suspeita de recebimento de presentes de empresários em desacordo com o seu papel como servidor público, disse a mídia israelense.

A ação foi autorizada pelo procurador-geral Avichai Mandelblit, que decidiu depois de um inquérito preliminar que havia evidências suficientes para abrir uma investigação criminal, relatou o jornal Haaretz.

A imprensa israelense disse que o interrogatório por investigadores policiais começou no fim desta segunda-feira, deveria durar horas, e que certamente haveria outras sessões.

Netanyahu disse ao seu partido Likud no Parlamento que aqueles que esperam pela sua queda terão que aguardar com as celebrações. “Não se apressem. Eu disse antes e vou dizer de novo: não haverá nada porque não há nada”.

Fotógrafos aguardavam do lado de fora da muito vigiada residência, esperando registrar a chegada dos investigadores. Painéis pretos foram levantadas dentro da propriedade para bloquear a visão.

O Haaretz e outros jornais disseram que a investigação tinha relação com presentes no valor de “centenas de milhares de shekels” (um dólar equivale a 3,85 shekels) dados a Netanyahu por empresários israelenses e estrangeiros.

O Canal 2, uma rede comercial, disse que a investigação era um dos dois casos agora abertos contra o primeiro-ministro e afirmou que detalhes do segundo não estão ainda claros.

Netanyahu, 67 anos, entra e sai do poder desde 1996. Ele atualmente está no seu quarto mandato como premiê e vai se tornar o líder por mais tempo no governo israelense se permanecer no cargo até o fim do ano que vem.

Ele e a mulher, Sara, já resistiram a vários escândalos durante os anos, incluindo investigações sobre o uso indevido de recursos oficiais e uma auditoria dos gastos da família com desde lavanderia a sorvete. Eles negam qualquer irregularidade.

(Luke Baker)

Reuters