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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante reunião semanal de gabinete em Jerusalém 11/02/2018 REUTERS/Ronen Zvulun

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Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - A polícia de Israel recomendou na terça-feira processar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por suborno, abrindo caminho para o que pode ser o maior desafio até hoje à sobrevivência política do líder de direita.

Falando em frente a um fundo de bandeiras israelenses, durante discurso televisionado, Netanyahu chamou as alegações de infundadas e se comprometeu a concluir seu quarto mandato no poder.

O procurador-geral de Israel vai decidir se apresenta ou não as acusações, em um processo que pode durar semanas, se não meses.

As recomendações, que a polícia divulgou na noite de terça-feira, são algumas das mais sérias em uma gama de acusações que se esperava sejam feitas contra Netanyahu em duas investigações criminais em andamento há mais de um ano.

Um dos casos, conhecido como Caso 1000, alega a prática de "crimes de suborno, fraude e quebra de confiança pelo primeiro-ministro, sr. Benjamin Netanyahu".

Em comunicado detalhado, a polícia nomeou Arnon Milchan, um produtor de Hollywood e cidadão de Israel, e o empresário australiano James Packer, dizendo que por quase uma década, de 2007 a 2016, os dois deram presentes como garrafas de champagne, charutos e joias a Netanyahu e sua família.

No total, o valor dos presentes equivale a mais de um milhão de shekels (280 mil dólares), segundo o comunicado. Qualquer processo judicial provavelmente se concentrará em saber se favores políticos foram demandados ou concedidos.

Advogados de Netanyahu disseram que os presentes eram apenas gestos de amizade.

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Reuters