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TEERÃ (Reuters) - A polícia iraniana entrou em confronto com simpatizantes do líder de oposição Mirhossein Mousavi em Teerã nesta quarta-feira quando um comício comemorando o 30o aniversário da invasão da embaixada dos Estados Unidos terminou em violência.
O site reformista Mowjcamp disse que a polícia abriu fogo contra os manifestantes na praça Haft-e Tir, mas não havia uma confirmação da notícia por uma fonte independente. "Algumas pessoas ficaram feridas", disse Mowjcamp, relatando outros protestos nas cidades de Shiraz e Rasht.
A Guarda Revolucionária iraniana e a milícia Basij haviam advertido a oposição para que não tentasse 'sequestrar' a manifestação anual contra os EUA para retomar os protestos contra o establishment clerical depois da eleição presidencial contestada de junho.
"A polícia entrou em confronto com centenas de manifestantes. Eles cantavam: 'Morte aos ditadores'. A polícia usou cassetetes para dispersá-los", disse uma testemunha. Tradicionalmente, as pessoas cantam "Morte à América" no comício anual organizado pelo Estado.
No começo da noite, a multidão já havia se dispersado, mas a polícia e o Basij continuavam a patrulhar as ruas.
A repressão não mostrou nenhuma transigência da liderança, sublinhada pelo comentário recente do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de que era crime questionar a eleição de 12 de junho que garantiu a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Os candidatos a presidente derrotados Mousavi e Mehdi Karoubi, que estão comprometidos com uma reforma, exortaram os simpatizantes a tomarem as ruas nesta quarta-feira para protestar contra o governo, apesar das advertências feitas pelas forças de segurança contra as "reuniões ilegais."
Karoubi, que participou dos protestos desta quarta, foi atacado por oficiais à paisana, informou o site dele, chamado Tagheer. "Um dos guarda-costas dele foi internado." Não havia mais detalhes.
A polícia disparou gás lacrimogêneo contra a multidão e prendeu ao menos cinco manifestantes, disse uma testemunha. As redes de telefonia celular foram desligadas para tentar evitar que os manifestantes se organizassem, enquanto os milicianos do Basij dirigiam motocicletas pela multidão e usavam cassetetes.
"Há centenas cantando 'Deus é o maior'. A polícia e a milícia Basij estão em maior número que os manifestantes", afirmou uma testemunha. "Centenas de policiais, de policiais antichoque, de milicianos Basij e de oficiais à paisana estão nas principais praças", afirmou outra testemunha.

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Reuters