Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Polícia alemã durante protesto contra reunião do G20 em Hamburgo 06/07/2017 REUTERS/Fabrizio Bensch

(reuters_tickers)

HAMBURGO (Reuters) - A polícia alemã entrou em confronto com manifestantes antes da cúpula do G20 em Hamburgo nesta quinta-feira, manchando o início de um encontro que a chanceler Angela Merkel espera cimentar sua posição como uma estadista, à medida que busca reeleição em setembro.

Merkel, que está em campanha por um quarto mandato, não pode se dar ao luxo de arcar com imagens de caos e desordem. A cúpula, que tem início pleno na sexta-feira, é uma chance para que Merkel possa polir suas credenciais diplomáticas, mas seria desastroso se ficasse atrelada à violência.

    Ela se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por uma hora nesta quinta-feira, mas menos de uma hora depois a polícia entrou em confronto com manifestantes anticapitalistas próximo ao local da cúpula e usou jatos d’água, após manifestantes vestidos de preto atirarem garrafas.

    Uma testemunha da Reuters viu ao menos um manifestante com sangue em seu rosto sendo tratado. “Bem-vindo ao Inferno” era a saudação dos manifestantes para Trump e outros líderes mundiais que chegavam para o encontro de dois dias. Segundo a polícia, pelo menos sete policiais ficaram feridos nos confrontos, que continuavam na cidade.

    Merkel assumiu uma aposta de alto risco ao escolher realizar a cúpula na cidade portuária de Hamburgo, no norte da Alemanha, parcialmente para mostrar ao mundo que grandes protestos são tolerados em uma democracia saudável.

    À medida que líderes começaram a realizar encontros informais, milhares de manifestantes de diversos lugares da Europa, que dizem que o G20 fracassou em solucionar muitas das questões que ameaçam a paz mundial, foram a Hamburgo para se juntar à manifestação principal.

    A polícia espera cerca de 100 mil manifestantes na cidade portuária. Cerca de 8 mil são vistos pelas força da segurança como prontos para cometer violência. Cerca de 20 mil policiais estão a postos para garantir a segurança.

Reuters