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Ex-jogador Andy Woodward durante lançamento de grupo independente de apoio a jogadores que sofreram abusos sexuais, em Manchester, Inglaterra. 05/12/2016 REUTERS/Phil Noble

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LONDRES (Reuters) - A polícia britânica, que investiga alegações de um amplo escândalo de abuso sexual infantil em clubes de futebol a partir da década de 1970, informou nesta quarta-feira já ter identificado 184 suspeitos e 526 possíveis vítimas, e acrescentou que outros esportes também foram implicados.

Forças policiais do país lançaram as investigações após o ex-jogador Andy Woodward ter revelado em novembro que foi abusado, quando menino, por um técnico de uma equipe juvenil, levando outros ex-profissionais a fazerem o mesmo. 

As revelações de abuso no futebol são as mais recentes em uma série de escândalos de pedofilia que vieram à tona no Reino Unido nos últimos anos.

Vítimas dizem que a escala do escândalo no futebol deve ser ainda pior do que o caso da personalidade de TV Jimmy Savile, um ex-apresentador da BBC que abusou de centenas de jovens durante seis décadas até sua morte em 2011. 

Até agora, 1.016 referências de abusos esportivos foram enviadas por uma organização de proteção infantil e pela polícia a detetives especializados.

O número possível de vítimas agora é 526, bem mais do que os 350 informados no mês passado, quando foram relatados 126 suspeitos. 

O Conselho Nacional de Chefes de Polícia disse que 248 clubes haviam sido citados, desde equipes da primeira divisão do Campeonato Inglês até times amadores, embora nem todos estejam sob investigação. 

A polícia disse que 22 das referências eram relacionadas a outros esportes, incluindo rúgbi, ginástica, artes marciais, tênis, luta, golfe, vela, atletismo, críquete e natação. 

“Alegações de abusos sexuais não recentes são complexas, frequentemente exigem habilidades e conhecimentos especializados, e podem levar tempo para progredir”, disse Simon Bailey, chefe nacional de polícia sobre proteção infantil.

“No entanto, todas as alegações e informações recebidas por forças policiais no país estão recebendo ação necessária”, acrescentou. 

No mês passado, a Premier League inocentou o Chelsea de violar suas regras ao não relatar alegações de abuso sexual históricas feitas pelo ex-jogador do clube Gary Johnson em 2014. 

Johnson, de 57 anos, disse ter sofrido abuso do ex-chefe de recrutamento do Chelsea Eddie Heath na década de 1970, e fez um acordo de 50 mil libras (61,5 mil dólares) com o clube em 2015.

(Por Michael Holden)

Reuters