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Desmatamento de árvores na floresta de Bialowieza, na Polônia 24/05/2017 REUTERS/Kacper Pempel

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Por Agnieszka Barteczko

VARSÓVIA (Reuters) - A Polônia comunicou nesta segunda-feira que continuará derrubando árvores na floresta primordial de Bialowieza, desafiando um veredicto do principal tribunal da União Europeia e dizendo que precisa continuar desmatando para derrotar pestes de insetos.

Na semana passada, o Tribunal Europeu de Justiça ordenou que a Polônia pare imediatamente com o desmatamento de larga escala na floresta antiga, um dos muitos casos que opuseram o governo nacionalista e eurocético de Varsóvia ao bloco.

Mas a Polônia afirmou que continuará com o desmatamento na floresta, um Patrimônio Mundial da Unesco situado na fronteira entre Polônia e Belarus.

"Estamos agindo de acordo com as leis da UE", disse o ministro do Meio Ambiente, Jan Szyszko, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira. Ele argumenta que "medidas de proteção" são necessárias em Bialowieza para conter a maior epidemia de besouros em décadas.

"Temos que cumprir o plano de medidas de proteção, e é isso que estamos fazendo", disse Konrad Tomaszewski, representante da agência estatal de administração florestal, na mesma coletiva de imprensa.

O desmatamento desencadeou protestos de ambientalistas e causou preocupação à Comissão Europeia, que também iniciou uma ação legal contra a Polônia devido às suas reformas judiciárias.

Ambientalistas dizem que os besouros são só um pretexto para Szyszko, afirmando que o governo favorece o desmate porque traz mais rendas para a comunidade local e ajuda a fortalecer o apoio ao partido governista Lei e Justiça.

Szyszko concordou em triplicar a cota de madeira que pode ser cortada em uma das três áreas administrativas da Floresta de Bialowieza em março de 2016.

Após a reação de Varsóvia ao veredicto, a Comissão Europeia disse que esta precisa acatar a decisão contrária ao desmatamento.

Szyszko disse não estar preocupado com possíveis multas da UE pelo descumprimento da decisão. Ele estimou que interromper as medidas de proteção custaria o equivalente a 552,03 milhões de dólares em danos à natureza, sem entrar em detalhes.

Reuters