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Integrantes da comunidade rezam durante vigília em Baton Rouge, após Justiça anunciar que não vai acusar dois policiais por morte de Alton Sterling 3/5/2017 REUTERS/Jonathan Bachman

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Por Bryn Stole

BATON ROUGE, Estados Unidos (Reuters) - Dois policiais brancos não irão enfrentar acusações federais por disparos que resultaram na morte de um homem negro em Louisiana e que gerou protestos pelos Estados Unidos no ano passado, disseram nesta quarta-feira autoridades norte-americanas.

O procurador dos EUA Corey Amundson disse durante entrevista coletiva que investigadores concluíram após completa análise de 10 meses que havia “evidências insuficientes” para acusar os policiais pela morte de Alton Sterling, de 37 anos.

O tiroteio contra Sterling em Baton Rouge, que foi gravado por transeuntes, gerou amplas manifestações na cidade capital de Louisiana. O ato foi um da série de mortes de homens negros que inflamaram debate sobre tratamento policial de minorias.

Membros da família de Sterling e seus advogados, furiosos após descobrirem inicialmente pela mídia que os policiais não seriam acusados, realizaram entrevista coletiva separada para pedir que o procurador-geral de Louisiana, Jeff Landry, busque acusações criminais estatais contra os policiais.

"Alton foi humano”, disse Sandra Sterling, tia da vítima. “Ele não está mais aqui mas sua voz pode ser escutada, através de nós. Então apoie Alton. E não queremos acabar com isto. Lembre-se do nome dele”.

Landry disse que uma investigação estatal sobre as ações dos policiais Blane Salamoni e Howie Lake será aberta agora que a investigação federal foi finalizada, acrescentando que investigadores norte-americanas agora irão entregar evidências para a polícia do Estado de Louisiana.

Ele alertou que a revisão “pode levar um tempo considerável” e pediu paciência.

Os eventos desta quarta-feira acontecem um dia após um ex-policial branco da Carolina do Sul se declarar culpado pela morte a tiros em 2015 de um jovem negro que estava desarmado e um policial do Texas ser demitido por atirar no sábado contra um jovem de 15 anos que estava desarmado.

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