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Spicer durante briefing na Casa Branca 11/4/2017 REUTERS/Joshua Roberts

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Por Ayesha Rascoe

WASHINGTON (Reuters) - O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, desencadeou um alvoroço nas redes sociais nesta terça-feira após dizer que Adolf Hitler não usou armas químicas, o que críticos dizem negligencia o fato de que milhões de judeus foram mortos em câmaras de gás nazistas.

Spicer fez o comentário durante entrevista coletiva diária, durante uma discussão sobre o ataque a armas químicas de 4 de abril na Síria, que matou 87 pessoas. Washington culpa o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, pelo ataque.

“Você tem alguém tão desprezível como Hitler, que não chegou a baixar o nível para uso de armas químicas”, disse Spicer quando perguntado sobre a aliança da Rússia com o governo sírio.

Os nazistas assassinaram seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos foram mortos em câmaras de gás em campos de concentração na Europa.

Quando um repórter perguntou a Spicer se ele gostaria de esclarecer seus comentários, ele disse: “Acho que quando o assunto é gás sarin, não havia, ele não estava usando o gás contra seu próprio povo da mesma maneira que Assad está fazendo”.

    Os comentários de Spicer, feitos durante o feriado judaico de Pessach, a Páscoa judaica, geraram críticas nas redes sociais e de alguns grupos em memória ao Holocausto, que acusaram o porta-voz de minimizar os crimes de Hitler.

“Sean Spicer agora não tem a integridade para servir como secretário de imprensa da Casa Branca, e o presidente Trump deve demiti-lo de uma vez”, disse Steven Goldstein, diretor-executivo do Centro Anne Frank para Respeito Mútuo.

Spicer posteriormente enviou por e-mail um comunicado a repórteres que pediam por maiores explicações.

“De maneira alguma estava tentando minimizar a natureza horrível do Holocausto. Eu estava tentando desenhar uma distinção da tática de usar aeronaves para lançar armas químicas contra centros populacionais. Qualquer ataque contra pessoas inocentes é repreensível e imperdoável”, disse Spicer.

O Museu do Holocausto dos EUA não mencionou os comentários de Spicer diretamente, mas enviou uma publicação no Twitter pouco após a entrevista coletiva que mostrava imagens gráficas de corpos mortos encontrados por forças norte-americanas durante libertação do campo de concentração de Buchenwald.

O vídeo foi retuitado mais de mil vezes, com muitos usuários do Twitter se referindo aos comentários de Spicer.

(Reportagem de Ayesha Rascoe, Steve Holland e Jeff Mason)

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Reuters